Esse óculos foi da política



O financiamento de campanha tem sido o tema de muitos debates. Enquanto intelectuais se debruçam sobre isso, nada se resolve.
O Congresso diverge sobre o assunto. Há quem ache que o financiamento público é o único meio que os partidos têm de se livrar das amarras da corrupção.
Há quem diga que a iniciativa privada não pode ser excluída do processo eleitoral. Os que querem se perpetuar no poder defendem isso, alegando que essas doações não trazem nenhum prejuízo para a democracia.
Enquanto os partidos ficam nesse lengalenga, nada se decide.
Não tão nem aí para combater a corrupção eleitoral porque estão ocupados com a lava-jato e a disputa de poder.
E as nossas crianças, necessitadas e sedentas de aprendizagem, aprendem logo cedo a mercadejar o voto em casa. Não se tem um projeto voltado para elas. Para que aprendam desde a pré-escola que o voto não se troca, não se vende.
Porque as crianças são vítimas de um sistema que não elege o futuro do país, que não prioriza a qualidade dos serviços públicos, que se tornou um monstro difícil de lidar.
Não pense que a sua revolta contra as tribunas vai resolver alguma coisa. Não se iluda. Saiba que o político de hoje foi a criança de ontem.
Enquanto houver crianças na educação infantil dizendo por aí:
Tia, esse óculos foi da política!
Não haverá mudanças significantes na nossa República.


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