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Mostrando postagens com o rótulo O autor fala de sua obra

O Autor Fala de Sua Obra: Adail Vilela

Adail Vilela: Poeta Hoje o Blogue do Ron perlim recebe com satisfação a entrevista de   Adail Vilela  pelo  Whatsapp. Vamos conhecer um pouco sobre ele e seu primeiro livro? 1. Como nasceu seu livro Poemas de Pinho a Polo?  Sou alagoano de Palmeira dos Índios, mas resido em Aracaju desde 1982. Meu primeiro livro nasceu em 1993 e foi lançado 18 anos depois. A inspiração para POEMAS DE PINHO A POLO foi minha mãe que passava por um grande problema de saúde,  me motivando ao lançamento,  como uma forma de comemorar a superação do momento difícil,  de uma forma criativa e significativa. 2. Do que ele trata ou fala. O livro,   dado o grande intervalo temporal desde a obra anterior,   foi praticamente uma antologia,   refletindo a produção poética de minha fase mais prolífica.   São 128 páginas,   contendo poemas tanto de estética moderna,   com versos livres,   quanto clássica,   como sonetos.   O lançamento,   dado seu objetivo,   foi bem emocionante,   com grande presença de público.   Fiz

Mateus Cavalcanti - Diversidades Poéticas

Mateus Cavalcanti O entrevistado para a seção O Autor Fala de Sua Obra é o escritor Matheus Cavalcanti. Mateus é natural de Maceió, Alagoas. Ele, além de Diversidades Poéticas , escreveu o seguinte livro: Recomeçaar, Persisti. Relatos da vida e vocação . Ele idealizou o projeto Contando Alagoas em Versos. A ideia é resgatar a memória do patrimônio histórico e cultural de Alagoas, contando a História em Versos. Pelo Whatsapp, concedeu a seguinte entrevista para o Blogue do Ron Perlim . Confiram: 1. Como nascem Diversidades Poéticas? [12:17, 01/11/2020] Mateus Cavalcanti: Diversidades Poéticas nasce da ideia de relatar a importância da relação entre poema e música na produção cultural e transmissão de valores. [12:20, 01/11/2020] Mateus Cavalcanti: Comecei a escrever Diversidades Poéticas em fevereiro, no início do isolamento causado pela Covid-19. Em 16 de julho publiquei oficialmente a obra Diversidades Poéticas. 2. Do que esse livro fala? [12:31, 01/11/2020]

Orlando Santos

Orlando Santos O entrevistado de hoje para fazer parte da seção O autor fala de sua obra é o artista plástico nascido na cidade de Porto Real do Colégio – Alagoas, mas radicado em Maceió Orlando Santos . A entrevista foi concedida via Whatsapp. Por onde anda, leva sempre em suas telas e palavras o amor que tem por sua terra natal. No ano de 2003 e 2004, contratado pelos governos municipal de Porto Real do Colégio e São Brás, ministrou a seguinte oficina: Descobrindo Talentos na cidade de Porto Real do Colégio . O objetivo dessas oficinas era resgatar talentos na cidade. Isso de fato aconteceu. Muitos foram revelados.   Como nascem suas telas?   [22:51, 08/09/2020] Orlando Santos Artista Plástico: Minhas obras são fruto da imaginação. Do talento e da inspiração que ora vaga num silêncio predominante que requer técnica e perícia funcional. A cada traço uma sinuosa forma que transforma a obra numa expressão linear e cúbica.    Do que elas falam ou repre

Foi Só um Olhar

1. Como nasceu o livro Foi só um olhar ? Certo dia, relendo a crônica Foi Só Um Olhar,    me veio a ideia de reunir essa e outras crônicas em um livro. São trinta e seis. Elas foram extraídas do Blogue do Ron Perlim, da I e II Seleta de Escritores Sergipanos, das antologias Ritmo Vital, Minicoletânea de Escritores Colegienses, da revista eletrônica Benfazeja e do Portal Escritores Alagoanos. E assim nasceu esse livro. 2.Do que esse livro fala? A violência é algo presente em nossas vidas o tempo todo. Por causa da imprensa, costumamos visualizar somente a violência física. No entanto, há outros tipos de  violência que acontece na convivência das pessoas que nem sempre é percebida. Exemplo desse tipo de violência sutil está nas crônicas  Historinha   e  A de sessenta . Quando o leitor adentrar no livro e se envolver em cada história, terá a mesma percepção que eu tive.

Porto Real do Colégio: História e Geografia

Ron Perlim e Márcio. Sec. Mun. de Educação de Porto Real do Colégio 02 de Junho de 2020. 1. Como nasceu o livro Porto Real do Colégio: História e Geografia? Este livro, adotado recentemente pela Secretaria Municipal de Porto Real do Colégio - Alagoas, originou-se do plano de aula dessa secretaria no ano de 2008 sob a coordenação da professora Josenice Pereira da Silva que fez uma análise técnica do livro e o indicou para fazer parte da matriz curricular a partir da 3ª śerie (4º ano) do Ensino Fundamental. Naquele ano, por razões políticas, o livro não foi adotado.  Esse livro, no ano de 2019, foi adotado pela Escola Santa Terezinha. 2. Do que fala esse livro? O próprio nome do livro diz respeito a História e Geografia do município de Porto Real do Colégio, nas Alagoas. Nele, ainda há um apêndice intitulado É bom saber! O conteúdo histórico fala da origem da cidade, as primeiras expedições, a colonização, o aldeamento e outros fatos relevantes que aconteceram na época. Quanto aos aspect

Toré:Som Sagrado

Como nasceu o seu fotolivro, Toré:Som Sagrado? O fotolivro Toré: Som Sagrado é um projeto que nasceu principalmente do desejo de conhecer mais sobre a cultura indígena dos Kariri-Xocó, da cidade de Porto Real do Colégio. Como colegiense, sempre ouvi muitas histórias sobre os índios, seus costumes e o ritual do Ouricuri. Todo esses elementos povoaram meu imaginário por longo tempo. Quando entrei no curso de Jornalismo, na Universidade Federal de Sergipe, e tive contato com alguns trabalhos da fotógrafa Cláudia Andujar, esse desejo voltou à tona. Encontrei no trabalho dela com os Yanomamis, elementos visuais que fugiam da imagem do índio exótico, que de certa forma me incomodavam na fotografia. Foi a partir daí que pensei em resgatar esse desejo de criança e produzir um trabalho fotojornalístico que acabou se tornando o meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). Além disso, outros fatores foram igualmente importantes para a produção do fotolivro. Questões como a exotização

Chico, meu Velho Chico

Como nasceu o livro Chico, meu Velho Chico ? Chico, meu Velho Chico nasceu de um antigo desejo de fazer um registro afetivo do modo como o querido Rio São Francisco marcou a minha vida e consequentemente a das populações ribeirinhas. Esse rio é uma das mais importantes lembranças da minha infância e da juventude também, quando a vida na minha cidade, P. R. do Colégio, acontecia em torno dele. Em razão da minha atividade acadêmica que muito absorvia meu tempo e de um outro tipo de escrita com a qual me envolvia, esse livro foi se fazendo aos poucos, ao longo dos últimos 10 anos, com uma escrita em prosa. Só recentemente, em 2017, quando sobre ele me debrucei com afinco, fui percebendo que podia dar ao texto um formato provocador do interesse, também, das crianças. Foi então que fiz meu primeiro exercício de escrita poética e nasceu assim, também, uma intenção pedagógica em relação ao livro. Passei a ter uma expectativa de que ele pudesse, nas mãos da escola, aproximar, de

Propriaenses, alegrias e tristesse

1. Como nasceu o livro Propriaenses, alegrias e tristesse? Tristesse era uma melodia tema do casal Galego e Berila. É uma música dos anos 50, adaptação de um clássico de Chopin " tristesse" . Traduzida para o português: " Adeus" cantada por Petrônio Gomes e tocada no violão de Dilermando Reis. (No livro falo isso é mostro as partituras em violão e piano); 2. Do que fala o livro? O livro é dividido em 3 partes: a) 10 crônicas b) enchente 1959 c) Julia 2.1 São 10 crônicas sobre episódios vividos pela menina que fui aí em Propriá, que se identificam com episódios de qualquer propriaense, suas alegrias, a influência da igreja, as festividades, a vizinhança e suas brincadeiras e dificuldades pois a década de 1950 ainda não havia as comodidades dos tempos atuais, todavia eram os muito felizes. 2.2. Quanto á enchente do ano de 1959, que eu presenciei, foi uma realidade trágica, mas eu trato como um romance embora termine com a morte dos personagens em vista do

Zé Peixe, o menino do mar

Como nasceu o livro Zé Peixe, o menino do mar? O livro Zé Peixe nasceu de um convite que recebi do comandante argentino da Marinha Mercante, Carlos René Mateos. Na época (2007),  ele trabalhava em Sergipe, conhecia o Zé Peixe, sua história de heroísmo, bem como a fama de exímio prático e conhecimento geográfico da área marítima. Foi dessa forma que ele me desafiou a escrever o livro Zé Peixe,  o menino do mar, patrocinado pela Petrobrás-SE e editado pela Infografics em 2008. É a partir deste momento que passo a frequentar a casa de Zé Peixe, entrevistá-lo, mexer em recortes de jornais e revistas antigas para construir a narrativa poética infanto-juvenil. Do que fala o livro? O livro fala sobre a infância, juventude e idade adulta de um ser humano amante das águas, que aprendeu a nadar aos quatro anos de idade e dedicou sua vida ao trabalho marítimo, à caridade e transformou-se em um ícone do mar nacionalmente e internacionalmente. Saiba mais sobre G. Aguiar e o livro  Zé Peixe, o menin

O autor fala de sua obra: O povo das águas

Como nasceu o livro O povo das águas? O livro O povo das águas simplesmente me veio, não como uma inspiração divina, mas como uma releitura dos mitos e lendas que povoaram a minha infância e a real situação do Rio São Francisco. Vê-lo perecer pelo assoreamento é melancólico. Quando a ideia me veio, pensei: como reagiria o povo do rio? Então, pensei numa revolução. Pensei nos mitos e lendas como pessoas diferentes que, por saberem o histórico de violência das pessoas preferiu um humano para falar-lhes em seu nome. Do que fala o livro? O livro O povo das águas conta a história de dois mundos: o mundo do povo do rio, representado pelo conselho das águas presidido pelo Nego d’Água na Pedra do Meio e o mundo humano, representado pelo pescador Cíbar. Esses mundos se encontram quando o conselho permite o encontro da Mãe d’Água com Cíbar. Esses mundos têm situações de opressão semelhantes porque ambos dependem do Velho Chico para sobreviverem. É claro que esse encontro causa espa

O autor fala de sua obra: A menina das queimadas

Como nasceu A menina das queimadas ?  O livro A menina das queimadas nasceu das memórias de dona Zélia, minha sogra, recolhidas das muitas conversas que tive com ela. Apesar dos 80 anos, ela contava com extrema lucidez coisas da sua infância, adolescência e juventude. De tanto ouvir ela falar das coisas que marcaram a sua vida, resolvi recriar parte de suas memórias literariamente para elas sejam úteis para aqueles que abrem a cabeça e o coração. As histórias contadas no livro A menina das queimadas se passavam durante os anos 30 a 50. A época é distinta dos dias atuais, mas as histórias servem de reflexão para aqueles que queiram pousar nelas. Do que falam essas histórias?  As histórias falam do sistema precário de educação, de brincadeiras, sofrimento, do amor, desgraça, crenças, costumes, trabalho infantil e as dificuldades, os tabus que eram impostos na época. Elas não têm somente valor pessoal, mas sociológico e antropológico por se tratar de um retalho do paí

O autor fala de sua obra: Laura

Como nasceu Laura ? Eu irei contar para você. Eu sempre fui apegado a minha mãe e dela gostava de ouvir as muitas estórias que tinha para me dizer. Certo dia, ouvindo uma das muitas estórias, me veio na cabeça a ideia de reuni-las e contá-las através da personagem Laura (Baseada em minha mãe). Isso aconteceu porque eu percebi que as estórias de Lobisomem, Fogo Corredor, Mula-sem-cabeça e outras sempre eram apresentadas de forma individual, sem uma contextualização que fizesse o leitor compreender porque essas histórias existiam e se haviam algum sentido para elas. Por isso, procurei escrever de forma não cronológica; mas na infância dela. Laura é a personificação dessas pessoas que gostam de contar “causos”, especificamente os nordestinos; onde ela se identifica. Ao ler Laura, você perceberá muita coisa. Por exemplo, como ela é uma idosa que se cuida, que conta com maestria as estórias que ouviu de seus familiares, parentes e amigos, que a fala nos conduz a imersão do tempo