Por Ron Perlim

Dê a seu filho ou filha um livro como se dá um bombom, um brinquedo, a camisa do time preferido, o abraço, o afago. Permita a ele ou a ela o mundo das palavras e do conhecimento.


Como nasceu o livro Chico, meu Velho Chico?

Chico, meu Velho Chico nasceu de um antigo desejo de fazer um registro afetivo do modo como o querido Rio São Francisco marcou a minha vida e consequentemente a das populações ribeirinhas. Esse rio é uma das mais importantes lembranças da minha infância e da juventude também, quando a vida na minha cidade, P. R. do Colégio, acontecia em torno dele. Em razão da minha atividade acadêmica que muito absorvia meu tempo e de um outro tipo de escrita com a qual me envolvia, esse livro foi se fazendo aos poucos, ao longo dos últimos 10 anos, com uma escrita em prosa. Só recentemente, em 2017, quando sobre ele me debrucei com afinco, fui percebendo que podia dar ao texto um formato provocador do interesse, também, das crianças. Foi então que fiz meu primeiro exercício de escrita poética e nasceu assim, também, uma intenção pedagógica em relação ao livro. Passei a ter uma expectativa de que ele pudesse, nas mãos da escola, aproximar, de forma lúdica e menos burocrática, as crianças do Velho Chico; um rio que é tão importante, não somente para o Nordeste, mas, também para o Brasil. Esse rio passa em nossa porta.

Do que fala o livro?

É um livro de memórias que fala do papel que teve o Rio São Francisco não somente na minha vida, mas também na vida das populações que em torno dele viviam. Ele ressalta a importância desse rio no seu tempo de glória, de como ele impactava a vida das cidades que em suas margens se fizeram: do movimento natural de cheias e vazantes, do papel da navegação para a economia, ao promover o comércio e a comunicação entre as cidades e com outros Estados da Federação. O livro chama a atenção, também, para a atual situação de destruição em que o Velho Chico se encontra.

3. Entrevistas


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