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O Eleitoral


No ano de 2009 Ron Perlim criou o blogue O Eleitoral e nele postou crônicas, opiniões, alguns vídeos e outros textos da política local e nacional. Seu primeiro texto foi publicado em setembro daquele ano e se chama O vendedor de cocadas. O último texto do autor data de 26 de abril de 2018 intitulado Tem que ter uma ruptura. Foi a partir desse blogue que Ron Perlim escreveu o livro Viu o home? lançado no ano de 2014 com o objetivo de expor a dinâmica eleitoral, especificamente as dos pequenos municípios. O autor resolveu reproduzir quase todos os seus textos no Google Sites para que mais leitores tenham a oportunidade de lê-los. As crônicas publicadas diferem das demais porque não se prende a comentar vários assuntos abordados pela grande mídia, nem o estardalhaço que essa costuma fazer quando surge algum escândalo de corrupção para, muita das vezes, obter vantagens. Essas crônicas também foram publicadas no jornal online Tribuna da Praia, onde Ron Perlim foi colunista por mais de sete anos. 
Essa página tem como finalidade demonstrar os vários aspectos do comércio eleitoral das cidadezinhas, as suas manifestações políticas e a maneira como os políticos são vistos pelos eleitores e vice versa.

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Em 1924 o inquietante Oswald de Andrade cravou no peito de parte da vampiresca elite intelectual e econômica brasileira - habituada a apenas sugar o sangue literário advindo da Europa e, depois, homorragicamente, expelir pedantes perdigotos - uma estaca certeira: o Manifesto da poesia pau-Brasil. Nesse inteligente panfleto bradou: "Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres". Ver com olhos livres! No original do manifesto está em itálico, é a única frase destacada assim pelo próprio autor. É uma invocação, um grito, uma palavra de ordem. A defesa intransigente da possibilidade de olhar não reprimido, não constrangido pelo óbvio, um olhar que consiga transbordar e derramar-se para fora do o limita. CORTELLA, Mario Sergio. Não se desespere!: provocações filosóficas. 7 ed. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2014. pp.71-72

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