21 de mai de 2017

Em que classe de autor você se enquadra?


Também se pode dizer que há três tipos de autores: em primeiro lugar, aqueles que escrevem sem pensar. Escrevem a partir da memória, de reminiscências, ou diretamente a partir de livros alheios. Essa classe é a mais numerosa. Em segundo lugar, há os que pensam enquanto escrevem. Eles pensam justamente para escrever. São bastante numerosos. Em terceiro lugar, há os que pensaram antes de se pôr a escrever. Escrevem apenas porque pensaram. São raros.
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SCHONPENHAUER, Artur. A Arte de Escrever. Porto Alegre: L&PM, 2009. p. 57
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13 de mai de 2017

Projeto Arte da Palavra

Oscar Nakasato e Ron Perlim
Estive na Uneal (Universadidade Estadual de Alagoas), em Arapiraca. Participei do projeto Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras, Circuito de Autores com Oscar Nakasato (PR) e Manto Costa (RJ) para uma roda de conversas.

Oscar Nakasato trouxe o tema da imigração japonesa em seu livro Nihonjin, premiado pelo Jabuti de 2012.

Manto Costa em seu livro de contos Circo de Pulgas, vencedor do Edital da Biblioteca Nacional, trouxe a questão do negro na literatura e a sua invisibilidade.

No decorrer da palestra muitas indagações foram feitas, os temas se entrelaçaram por alguns instantes, predominando o papel do negro na sociedade, as várias formas de preconceitos os quais estão submetidos.
Manto Costa e Ron Perlim

A cultura japonesa, representada por Nakasato ficou de lado, não por preconceito; mas pela intensidade e a presença do debate que a questão afrodescendente suscitou.









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1 de mai de 2017

Os especialistas em suicídio



Tenho lido com certo desconforto “especialistas” que aparecem nas redes criticando de forma agressiva e desumana pessoas que cometeram suicídio ou estão depressivas.

Pessoas que se comportam dessa forma são insensíveis, tolas, prepotentes. Não desenvolveram a empatia, nem fizeram leituras aprofundadas dessa melancólica condição humana.

Ninguém é um suicida de um dia para o outro. Tudo tem uma origem, um meio e um fim. As causas que levam uma pessoa ao suicídio são complexas, envolvem muitos aspectos da história psicossocial dela.

Quando você ouvir ou ler coisas depreciativas tratando desse assunto, não seja um ventríloquo, nem dê importância para elas. O melhor caminho é compreender. E só se compreende estudando, perguntando a quem de fato se dedica ao tema, tem anos de experiência.

Procure se livrar, também, da espiritualização vista como castigo divino ou maldição para os radicais. Depressão, suicídio são males da alma relacionado a fatores externos e para alguns, deficiência química.

Eu, que não sou especialista, nem me atrevo a ser nas redes; li a Teoria da Inteligência Multifocal do Dr. Augusto Cury e ampliei o meu entendimento sobre o suicida. As pessoas que se acham, que se sentem uma fortaleza, que vociferam sobre isso; deveriam pousar suas línguas, seus pensamentos. Refletir sempre é bom para a alma e o corpo.

Não seja mais um na seara da tolice, da intolerância na busca fremente para ser visto. Pense que o outro a ser criticado, violentado pode ser você outro dia. 

Se pensarmos na vida como um intervalo de tempo, veremos que não há nada mais tosco, atrasado e doentio que cultivar a indiferença, o desdém, o ódio.

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22 de abr de 2017

Qualquer um aprende a escrever


Eu me recordo das primeiras percepções que tive da vida e tentava pô-las para fora, fosse na oralidade ou na escrita. Mas a minha pobreza vocabular me impedia de colocar as palavras nos lugares certos.
Isso me incomodava, me constrangia. Me vi tateando no mundo das letras, das leituras da vida, que muitas vezes não foram fáceis.
O escritor nascia dentro de mim e eu nem me dava conta disso. Então, me veio às primeiras tentativas, pobres, mas veio e eu as consegui materializá-las. Muitas delas estão registradas em cadernos escolares.
Aquele menino que não sabia reescrever as suas sensações foi-se pouco a pouco se libertando nos cadernos, onde é possível observar a quantidade de matéria bruta neles contida esperando ser lapidada. Aí, quando me deparo com pessoas que ainda acredita e teima que escrever “é um dom”, percebo quanto é inútil essa espiritualização da escrita. São pessoas que não leram a epístola de Paulo aos Romanos, nem compreenderam a própria motivação da escrita, nem a função social que ela exerce sobre as pessoas.
Só os imaturos insistem nessa ideia e isso pode ser facilmente desmistificada por simples observações daquilo que se passa em nossas cabeças e fora dela. Você já parou para vigiar a si próprio? Já percebeu que a nossa cabeça estar sempre produzindo personagens e enredos, os mais variados possíveis?
Pois é!
As pessoas inventam os mais diversos enredos que a mente é capaz de produzir, que gostaríamos que se tornassem reais ou não, através dos sentidos e da percepção. O que falta em muita é a riqueza vocabular, a prática da leitura, a prática da escrita e a capacidade de expressar com precisão aquilo que se quer dizer.
Com esses elementos, criam-se as mais diversas personagens e determinadas situações possíveis. Sabemos que somos assim e o nosso mundo e o de fora nos povoa. Eu saio do mundo externo e fico comigo, eu e os personagens que às vezes não quero. Depois, saio de mim materializando enredos.
Na verdade, o que falta na maioria das pessoas é o domínio das palavras, a compreensão delas e a função social que exercem. Escrever é prática, é se reconhecer no outro e nos vários aspectos da vida. Qualquer um aprende a escrever. Agora, se terá vocação para ser escritor, é outra história. E nunca confundir vocação com graça divina.


© obvious: http://obviousmag.org/ronperlim/2017/qualquer-um-aprende-a-escrever.html#ixzz4ek2JprDf 
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18 de abr de 2017

Nunca deixer de ler

Gabriel Perissé e a cura da Literatura para tudo. Uma belíssima reflexão que você poderá assiste no vídeo que segue. Arrume um tempinho para ele. Aprender, como se diz, nunca é tarde.


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11 de abr de 2017

Como é feito um livro

Mirna Pinsky, neste vídeo, faz a seguinte pergunta: onde começa um livro?  Para saber qual é a resposta que ela tem para nos dar, assista ao vídeo. Você terá uma clareza maior de como se produz um livro nos nossos tempos e como eles surgiram. A narração de Mirna não é qualquer uma, pois, as ilustrações nela inseridas enriquecem e dar vida a história desse amigo inseparável de muitos, mas que deveriam ser de todos.

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