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26 de fev. de 2017

O curioso abaporu


Essa estranha figura é o Abaporu, o mais importante quadro já produzido no Brasil. Tarsila do Amaral pintou-o como presente de aniversário a Oswald de Andrade, seu marido na época. Quando ele viu a tela, assustou-se e chamou o amigo Raul Bopp para tentar decifrá-la. Intrigados, concordaram em que representava algo excepcional. Tarsila, apelando para os rudimentos de tupi-guarani que conhecia, batizou-a de abaporu - aba, "homem", "índio"; poru, "homem comedor de carne humana", "antropófago", "canibal".

O quadro inspirou a criativa cabeça de Oswald. levando-o a escrever seu "Manifesto Antropofágico", berço de um movimento que, segundo ele, "deglutiria" a cultura europeia, transformando-a em algo bem brasileiro. Embora radical, a nova corrente teve sua importância pelo que representava em termos de exacerbado nacionalismo. A tela é, até hoje, a mais cara já vendida no Brasil (US$ 1,5 milhão), e foi comprada por um colecionador argentino.

Mas qual o significado do quadro? Difícil dizer, mas na opinião de certos círculos, o homem avantajado com a cabeça pequena seria o brasileiro desmiolado. Quanto as pés e às mãos, enormes, era como Tarsila via em nosso povo sofridos trabalhadores. O simbolizaria a penosa rotina do homem do campo, dando duro debaixo de sol inclemente (grifo meu). Ainda hoje a polêmica obra tem avivado acaloradas discussões.

Língua Portuguesa. Ano 4 - Número 59 - setembro de 2010. p. 64
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21 de jan. de 2017

Ver com os olhos livres


Em 1924 o inquietante Oswald de Andrade cravou no peito de parte da vampiresca elite intelectual e econômica brasileira - habituada a apenas sugar o sangue literário advindo da Europa e, depois, homorragicamente, expelir pedantes perdigotos - uma estaca certeira: o Manifesto da poesia pau-Brasil. Nesse inteligente panfleto bradou: "Nenhuma fórmula para a contemporânea expressão do mundo. Ver com olhos livres".

Ver com olhos livres! No original do manifesto está em itálico, é a única frase destacada assim pelo próprio autor. É uma invocação, um grito, uma palavra de ordem. A defesa intransigente da possibilidade de olhar não reprimido, não constrangido pelo óbvio, um olhar que consiga transbordar e derramar-se para fora do o limita.

CORTELLA, Mario Sergio. Não se desespere!: provocações filosóficas. 7 ed. - Petrópolis, RJ: Vozes, 2014. pp.71-72
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7 de jan. de 2017

Lendo que se aprende


O pequeno Santos Dumont adorava os livros de Júlio Verne. Era um romancista fabuloso. Como tinha imaginação!

Júlio Verne contava histórias fantásticas. Para o mundo daquele tempo eram mais assombrosas ainda que as aventuras de Batman e Robin. Façam só uma idéia: os livros de Júlio Verne narravam viagens no fundo do mar e viagens pelo espaço sem fim.

As pessoas mais velhas, que também gostavam de ler Júlio Verne, achavam aquelas idéias absurdas e impraticáveis. O menino Santos Dumont não acreditava em coisas impraticáveis.


BARBOSA, Francisco de Assis. Santos Dumont inventor. Rio de Janeiro: J. Olympio, Brasília, INL, 1974.
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23 de out. de 2016

Uma banda escrava

— O major Ursulino de Goiana fizera a casa de purgar no alto, para ver os negros subindo a ladeira com a caçamba de mel quente na cabeça. Tombavam cana com a corrente tinindo nos pés. Uma vez um negro dos Picos chegou na casa-grande do major, todo de bota e de gravata. Vinha conversar com o senhor de engenho. Subiu as escadas do sobrado oferecendo cigarros. Estava ali para prevenir das destruições que o gado do engenho fizera na cana dos Picos. Ele era o feitor de lá. O seu senhor pedira para levar este recado. O major calou-se, afrontado. Mandou comprar o negro no outro engenho. Mas o negro só tinha uma banda escrava. Pertencendo a duas pessoas numa partilha, um dos herdeiros libertara a sua parte. Então o major comprou a metade do escravo. E trouxe o atrevido para a sua bagaceira. E mandou chicoteá-lo no carro, a cipó de couro cru, somente do lado que lhe pertencia. 

REGO, José Lins. Menino de Engenho. Rio de Janeiro: J. Olympio, 2003 – Literatura em Minha Casa; v. 3. p. 77.

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19 de ago. de 2016

Revista Obvious


A Obvious é uma revista eletrônica que publica artigos, resenhas, crônicas e contos escritos em língua portuguesa nas categorias de arte, cinema, literatura, fotografia, músicas...
Abrange os países como Brasil, Portugal, Angola, Moçambique e outros. Sua página no Facebook tem mais de um milhão de curtidas. Os textos estão bem-dispostos na página, facilitando a navegação.
A parti de hoje (19/08/2016) farei parte do maior projeto colaborativo de língua portuguesa na internet. Meu espaço na Obvious pode ser acessado através deste link: http://obviousmag.org/ronperlim. Para conhece-lo, acesse o texto Sem hora para chegar.

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8 de set. de 2015

Violência doméstica

 
A violência doméstica é o que mais faz as crianças procurarem a rua. Tive muitos amigos que viveram essa situação. Elas apanham e querem ficar longe de casa. Começaram a alternar a escola com a rua. Depois abandonam a escola e ficam só na rua. São pressas fáceis, ainda mais porque a ausência da figura paterna é muito grande.

JÚNIOR, Otávio. O livreiro do Alemão. São Paulo: Guia dos Curiosos Comunicações, 2011. p. 31.
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20 de ago. de 2015

Existe literatura feminina?


Ana Martins Marques concedeu entrevista ao Suplemento Pernambuco. Em uma das indagações, ela opina sobre a literatura feminina. Confira!

Vou te encaminhar uma pergunta que me fizeram em uma recente mesa com outros escritores (todos homens): existe literatura feminina? E mais: existe literatura feminista? E além: a militância em uma causa é essencial à literatura?

Pessoalmente sempre me incomodou que a recepção da literatura escrita por mulheres ficasse frequentemente atrelada à questão do “feminino”, que essa fosse quase sempre a questão de início, o que nunca acontece em relação à literatura escrita por homens. Nunca vi nenhum homem ter que responder se, afinal, existe ou não existe “literatura masculina”. O fato de um escritor ser homem não é considerado uma idiossincrasia, uma singularidade, e a literatura escrita por homens nunca ou quase nunca é lida como “literatura masculina” (ela é lida como “universal”, embora “masculino” e “masculinidade” sejam posições tão construídas quanto “feminino” e “feminilidade” e embora obviamente seja possível detectar marcas de uma “experiência masculina” em textos escritos por homens). Para mim a escrita literária é um lugar de deslocamento, de invenção, de alteridade; me interessa pensar a literatura como esse lugar instável em que as identidades são colocadas em xeque, ou são expostas em toda a sua força de metamorfose – um lugar em que a identidade não se “expressa”, mas se “inventa”, se “joga” –, e sobretudo acredito que o poder e a radicalidade da literatura dependem de que ela não seja redutível a um discurso, seja sociológico, seja filosófico ou moral; de que ela não seja lida como mero veículo ou suporte de um discurso prévio, por mais bem-intencionado que ele seja. Isso obviamente não me impede de notar o quanto o sistema literário, apesar da ampliação expressiva da presença das mulheres, ainda se mantém em muitos aspectos predominantemente masculino. Publicar é fazer uma intervenção no espaço público, é tornar público, e o espaço público foi por muito tempo reservado aos homens e ainda é em grande parte masculino, embora isso esteja felizmente mudando. Então eu tenho em relação a essa questão uma posição um pouco ambivalente (e talvez propositalmente e necessariamente ambivalente): me interessa afastar certos rótulos rápidos e a postulação de posições identitárias rígidas ou de uma “essencialidade” feminina que se manifestaria nos textos escritos por mulheres, e ao mesmo tempo assumir uma atenção crítica em relação às questões de gênero no espaço literário, que inclui não somente os textos propriamente ditos, mas as instâncias de legitimação, as editoras, o jornalismo cultural, as escolas, a universidade, a historiografia e a crítica literárias, os festivais, as premiações.


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Travessia de abismos


CONVITE

O poeta Cleberton Santos e a Editora Via Litterarum convidam você para o lançamento-recital do livro “Travessia de abismos”.

Participação especial do músico feirense Tito Pereira.

Dia: 04 de setembro de 2015

Horário: 19:00

Local: Radiola Lanchonete Cultural

(próxima ao Mercantil na Av. Maria Quitéria – Feira de Santana)

(Entrada livre)


SOBRE O LIVRO “TRAVESSIA DE ABISMOS”



Livro: “Travessia de abismos” (poemas)

Autor: Cleberton Santos

Prefácio: María Pugliese (Argentina)

Posfácio: José Geraldo Neres (São Paulo)

Orelha: Ísis Moraes, Gabriel Gomes (Bahia)

Ilustração da capa: Nanja Brasileiro (Feira de Santana)

Fotografia: Emanuel Fonseca (Bahia)

Editora: Via Litterarum (Ibicaraí-Bahia)

Dedicado ao poeta Reynaldo Valinho Alvarez & Maria José de Sant’Anna Alvarez


O novo livro do poeta Cleberton Santos apresenta 60 poemas de tonalidade filosófica que refletem sobre a travessia da existência humana e sua profunda relação com a criação literária. O poder da linguagem humana em sua fonte mais profunda: o mistério da palavra poética. Com o projeto editorial da Editora Via Litterarum, o livro tem uma belíssima capa ilustrada pela artista plástica feirense Nanja Brasileiro, um posfácio em prosa poética do escritor paulista José Geraldo Neres e um prefácio da professora, escritora e tradutora argentina María Pugliese.

Cleberton Santos é poeta, crítico literário e professor do IFBA. Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela UEFS. Autor dos livros “Ópera urbana” (poesia, 2000), “Lucidez silenciosa” (poesia, 2005) “Cantares de roda” (poesia, 2011), “Aromas de Fêmea” (poesia, 2013), "Estante Viva” (crítica literária, 2013) e "Travessia de abismos" (poesia, 2015). Tem artigos e poemas publicados em várias antologias e jornais do Brasil e do exterior. Edita o blog http://clebertonsantos.blogspot.com.br


Radiola Lanchonete Cultural



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22 de nov. de 2014

Ficção em tópicos

O Ficção em Tópicos é um site destinado para autores jovens e para aqueles que também escrevem, mas que ainda não se ateve a importância das técnicas que são úteis para quem lida com a palavra.

Ele é mantido por Diego Schutt que é publicitário, escritor e especialista em storytelling e criação de universos de ficção.

Ao navegar pelo site, você encontrará dicas sobre como iniciar uma história, construir  personagens, estruturas de enredos, cursos e serviços prestados por Diego e muito mais.

Há, também, o e-book Palavras de Mestre disponível para download. O livro reúne conselhos, dicas de escritores consagrados como Lia Luft, Eliana Brum etc.


Vale a pena fazer uma visita, remar por lá, descobrir novas ideias e sugestões reservados para você que quer adentrar no mundo dos livros e da ficção.
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2 de jan. de 2014

O Cavaleiro de fogo

Conheci José Inácio Vieira de Melo na IV Flimar. Trocamos algumas palavras e, devido a correria, não foi possível intensificarmos os diálogos. Para saber mais sobre o autor, os eventos que tem participado e seus últimos lançamentos, acesse este blog: Cavaleiro de fogoContato: jivmpoeta@gmail.com.

Compartilho, também, estes vídeos: 

  • Entrevista


 


  • Poesia



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17 de nov. de 2013

Adail e A menina das queimadas

Ronaldo Pereira de Lima lançou seu “romance” (ou contos reunidos?) na II Bienal do Livro, em Itabaiana-Se. Não se trata de indecisão deste leitor, quanto ao gênero lido, mas de observação contida na última capa, que é interessante reproduzir: “O livro A Menina das Queimadas, a princípio, nos parece um livro de contos mas na verdade as histórias nele contidas se entrelaçam de tal forma que se torna um livro coeso (...)”

Na primeira orelha temos, com uma foto e um texto, revelada a fonte de inspiração do autor... Trata-se de uma obra curta, contida entre as páginas 9 e 46. A presença de um glossário, entre as páginas 47 e 51, remete a peculiaridades linguísticas. Sem este auxílio, saberia o leitor o que é “Brincar de Natal”, “Cartilha do povo”, “Chocho”, “Caieira”, “Esborrotar”, “Galinha de melão”, “Labafero”, “Lagoa Salomé”, “Macacão”, “Pedra negra”, “Prendar”, “Queimada”, “Quebranto”, “Sabão Branco”, “Sabão da terra”, “Simbazol”, “Trancoso”, “Tabuleiro”, “Uma quarta”? A bela capa, de Beatriz Lima, praticamente “entrega”, mas confesso que só decifrei o título após consulta ao glossário. São treze contos (ou capítulos?). Todas as histórias são interessantes e bem escritas, o livro é gostoso de ler; em uma hora você, satisfeito, conclui a leitura! De minha parte, a história de que mais gostei foi “Leilão de prendas”.

Sobre o autor:   
Adail Vilela de Almeida já teve textos, crônicas e artigos premiados pela Universidade Federal de Sergipe e pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – Regional Sergipe. Tem dois livros de poesia - ‘Poemas de Martelo’, de 1993, e ‘Poemas de Pinho Apolo’, de 2011 - e um de prosa, ‘O Grito das Pedras’, também de 2011 e Poemas no Coreto, seu título recente.


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16 de nov. de 2013

Cultura Interativa


O site Cultura Interativa é mantido pelas jornalistas Manuela Pena Cal, Samara Fagundes e por Messias Libério.

Para eles, “O projeto do site visa a utilização de uma nova tendência no jornalismo, que é a possibilidade de colaboração dos usuários. Essa participação se dará através do envio de textos, fotos, vídeos ligados à área de jornalismo cultural, evidenciando uma preocupação em estabelecer um debate acerca das expressões culturais, servindo não só como meio de divulgação da cultura, mas também como forma de reflexão, tentando entender o passado, analisar o presente e descobrir as tendências do futuro”.

Nele, você pode ser um colaborador, navegar na página espaço cultural e seções. Nesta, há uma variedade de opções, indo do artesanato até a galeria. Vale a pena conhecer esse espaço. Eu, por exemplo, já tenho duas colaborações. São elas:
Esta é a dica para os que apreciam a diversidade cultura. Visite o site. Externe sua opinião.
Para entrar em contato, assista este vídeo:


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8 de nov. de 2013

Maior biblioteca da América Latina

O Brasil possui uma das maiores bibliotecas do mundo e a maior da América Latina. Nela, há um acervo de 9 milhões de exemplares. Localiza-se no Rio de Janeiro - RJ. Para saber mais sobre ela, selecionei este vídeo:




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5 de out. de 2013

Entrevistado pelo Divulga Autor




O blog Divulgar Autor, mantido pelas escritoras Jéssica Morgan (Medo da Verdade) e Roberta Kelly (A chave) mantêm a seção Um café e um livro. Concedi uma entrevista para elas. Visite o blog, confira a entrevista e deixe seu comentário.

Nela, discorro sobre a importância da leitura na formação do escritor, o conceito de inspiração,  as dificuldade sobre a distribuição e divulgação. Encerro a entrevista falando sobre o livro A menina das queimadas, os objetivos alcançados e o que desejo para aqueles que lerem o livro.


Sábado, 5 de outubro de 2013.
Ronaldo Pereira de Lima
Nosso Café recebe hoje o escritor Ronaldo Pereira de Lima, autor do livro 'A Menina das Queimadas'.
Seja bem vindo Ronaldo!
J.M.: O que o despertou para leitura o motivando a escrever?
R.P.L.: O meu envolvimento com a leitura tem um fato curioso. Tudo aconteceu quando eu quebrei o braço. Sem as malinações diárias, lia o Novo Testamento todos os dias. Foi dessa forma que o hábito de leitura se incorporou em mim. Desse dia em diante outros autores foram sendo acrescidos em minha vida, de diferentes estilos e assuntos diversos. Com o acúmulo de leituras, passei a perceber o mundo e essa percepção me fazia e faz externar emoções e ideias. Esse é um dos motivos. Outro que julgo importante: não só para mim, mas para as pessoas é torná-las leitoras. Para quê? Para que ampliem a sua compreensão sobre todos os aspectos em que as suas vidas estão envolvidas.
R.K.: Antes de começar a escrever, você já tem um esqueleto de como você quer que a história seja?
R.P.L.: Eu uso duas linhas de inspiração para escrever: a primeira é a intuição, isto é, o enredo me vem à cabeça e eu passo horas escrevendo. Só paro por uma interferência externa ou impedimento físico. A segunda é usando a percepção, seja num diálogo, seja na leitura. Nesta, eu faço anotações, monto o esqueleto e dou início ao livro. Feito tudo isso, vem a parte mais trabalhosa que são as alterações que só o autor pode fazer.
R.K.: O que foi mais difícil quando publicou o primeiro livro e o que foi mais difícil no último?
R.P.L.: As dificuldades que encontrei para a publicação do meu primeiro livro foi o desconhecimento. Na época, eu era jovem na idade e no mundo dos livros. Então, não tinha ideia, nem noção da abrangência na confecção de um livro, desde a diagramação até a Lei de Direito Autoral. Não encontrei dificuldade na publicação do meu último livro, mas na distribuição e na divulgação. Sem esses elementos, o livro fica desconhecido do público. Desconhecido, ele não é lido. Graças à blogs como o seu; pouco a pouco o autor e a sua obra passam a serem conhecidos.   
R.K.: Você atingiu seus objetivos com A Menina das Queimadas?
R.P.L.: Sim, pois, todas as pessoas que adquiriram o exemplar até o momento têm dado opiniões positivas sobre o livro. Outro dia encontrei uma professora que disse: “Olhe, meus alunos estão lendo o seu livro e gostaram bastante. Tem até fila de espera”. Quando ouvi isso, fiquei bastante alegre, pois, percebi que o meu livro despertou o interesse da garotada. Ouvi de outro leitor o seguinte: “Parabéns pelo livro. Eu tava pra baixo e ele me motivou bastante. A história de superação da protagonista é um exemplo de superação”. Fazer as pessoas refletirem e se entreterem ao mesmo tempo são o meu maior objetivo quando escrevo, buscando a melhor linguagem para o leitor.
J.M.: Como você deseja que as pessoas sejam tocadas por esta história? Qual mensagem deseja transmitir?
R.P.L.: Desejo que os leitores se emocionem, comparem os valores socioculturais do passado com os dos dias atuais, reflitam, tirem algum proveito da leitura do livro para si, pois, a mensagem dele é esta: que a gente deve apoiar os sonhos e objetivos das pessoas. Que elas sejam motivadas e estimuladas para superarem as dificuldades da vida.
J.M. e R.K.: Ronaldo Pereira de Lima é escritor, pesquisador, e tornou-se em 2007 colunista do jornal on-line Tribuna da Praia. Em 2009 lançou o livro de prosa poética Agonia Urbana na IX Bienal Internacional do Livro da Bahia pela Litteris Ed.: Quártica; Em 2010 foi contemplado com o prêmio Alina Paim de Literatura Infantojuvenil com o título Laura, publicado em 2011 pela Editora Oficial do Estado de Sergipe e em 2012 é publicado o livro A menina das queimadas, seu título recente pela Editora Scortecci. 
Ronaldo, agradecemos sua participação aqui no Blog Divulga Autor!

Links de venda do livro: http://www.livrariaasabeca.com.br/
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1 de out. de 2013

Por que conhecer mitos brasileiros

Agora você está entrando no mundo dos mitos. Mas o que são mitos?

São figuras criadas pela imaginação de um povo, que não existem na realidade.

Os mitos são encantados, eles têm poderes mágicos que as pessoas comuns não têm. Com sua magia, podem fazer o bem, fazer o mal ou simplesmente assustar as pessoas para se divertir à custa delas. A maioria dos mitos usa seus poderes para castigar o que é considerado do mal e recompensar o que é considerado do bem.

Um mito pode assumir forma de gente, animal, objeto e até planta, montanha ou rio. Alguns podem mudar de forma dependendo da ocasião, outros podem ter forma mista, por exemplo metade gente, metade animal.

As histórias que são contadas a respeito dessas figuras chamam-se lendas. O conjunto dos mitos e das lendas de um povo chama-se mitologia.

Em sua mitologia, os povos falam de seus sentimentos e de seus costumes. Falam do que acham certo ou errado, do que deve ser castigado ou recompensado. Histórias mágicas de vingança, castigo ou recompensa se misturam a acontecimentos reais, como por exemplo grandes secas, guerras ou enchentes.

A mitologia brasileira é formada principalmente por elementos indígenas, africanos e portugueses. Saci, lobisomem, caipora, curupira, mula-sem-cabeça são mitos brasileiros. Sua aparência e as lendas sobre eles variam de uma região para outra e de uma época para outra, pois vão se modificando à medida que são contadas de boca em boca.

Noa mitos brasileiros estão nossas tradições, nossa história, os sentimentos que fazem parte da nossa formação. Conhecendo nossos mitos, você poderá contá-los para seus amigos e, mais tarde, para seus filhos. Conhecer e transmitir nossos mitos para os outros é o único jeito de não deixar que eles morram.

STAHEL, Mônica. Um saci em meu quintal: mitos brasileiros. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
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9 de jul. de 2013

O blog Entre Páginas de Livro resenha o livro A menina das queimadas

Hoje eu não irei fazer uma resenha do livro que li, e sim uma análise expondo a minha opinião e explicando a história. Isso porque a obra é pequena e com uma narrativa bem simples, de modo que se eu aprofundar acabo falando tudo e soltando spoilers. Então vamos com calma para você conhecer um pouco o que há por trás das páginas do livro A Menina das Queimadas do autor Ronaldo Pereira de Lima.
A Menina das Queimadas é uma criança que vivencia as dificuldades enfrentadas pela população brasileira entre as décadas de 30 e 40. Tudo é narrado através da protagonista, Zélia de Oliveira Rocha, e os fatos são verídicos. Em apenas 52 páginas, conhecemos muito sobre a infância e adolescência da Zélia.
Logo nas primeiras páginas, somos apresentados a dificuldade da protagonista em estudar. Naquela época, os alunos eram mais aplicados e respeitavam muito a professora que em muitas vezes os colocavam de castigo. Zélia teve que conciliar os estudos em cuidar dos irmãos e ajudar no sustento da família. Por isso, muitas vezes ela vendia doces, chamados queimadas e faltava as aulas para cuidar dos irmãos, que eram muitos.
Nas décadas de 30 e 40 não havia uma boa energia elétrica, muito menos uma medicina avançada no Brasil, a saúde era precária e por conta disso muitas pessoas morriam por falta de médicos. O namoro era algo mais sério, um beijo no rosto já é capaz para que uma menina ganhe má fama. As famílias eram mais numerosas e todos trabalhavam desde cedo para ter o seu sustento. Tinham também as rezadeiras e os costumes populares. Tudo isso e outras questões são abordadas e vivenciadas pela menina das queimadas.
A narrativa lembra muito livros de contos e muitas vezes fiquei imaginando a minha vó narrando todas aquelas histórias. A linguagem é muito simples e até mesmo informal, mesmo porque a educação naquela época era precária e o autor transmite muito bem isso, assim como os costumes e valores. Se formos parar para refletir: muitas coisas mudaram, para o bem e para o mal.

A diagramação do livro é simples, porém completa; contendo sumário, páginas amarelas, nome do livro e do autor no canto das páginas juntamente com a numeração. A revisão ficou boa, o único problema é o espaçamento entre algumas palavras. Além disso, encontramos no final do livro um glossário para auxiliar a leitura.
Gostei muito do livro, devorei ele em poucos minutos e reli duas vezes fazendo diversas anotações que eu achei interessante. A maneira que o autor escreve é viciante e instigante, um verdadeiro diferencial para histórias do gênero. Também aprendi algumas informações que acabam perdidas na história, sendo resgatadas por pessoas que já vivenciaram essa experiência. Vale a pena conhecer a história de Zélia, que batalhou por seus ideais mesmo diante das dificuldades. Fica a dica, dê uma chance a um livro diferente que vai acrescentar pelo menos um pouco em seus conhecimentos.

FORTUNADO, Caíque. A Menina das queimadas. http://www.entrepaginasdelivros.com/2013/06/resenha-menina-das-queimadas.html. Acesso em 30/06/2013.
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26 de out. de 2012

O Eleitoral


O Eleitoral é um blog de crônicas políticas, onde o autor publica todos os meses. As crônicas nele publicadas diferem das demais porque não se prende a comentar vários assuntos abordados pela grande mídia, nem o estardalhaço que essa costuma fazer quando surge algum escândalo de corrupção.

Esse blog tem como finalidade demonstrar os vários aspectos do comércio eleitoral das cidadezinhas, as suas manifestações políticas e a maneira como os políticos são vistos pelos eleitores.

Essas crônicas também foram publicadas no jornal online Tribuna da Praia, onde fui colunista por mais de sete anos. Foi a partir desse sítio e desse blogue que se originou o livro Viu o home? 

  A publicação destas crônicas será atualizada mensalmente. Espero que vocês participem com comentários e sugestões.
Abaixo, segue uma lista delas:
  1. Os prefeitos, a folha paralela e os cognatas;
  2. Creditados;
  3. Possuídos pela barganha;
  4. Reeducação política;
  5. Os homens de bem e a política;
  6. Senado do povo, como povo;
  7. O vendedor de cocadas;
  8. Base mal aliada;
  9. Arruda, as cueacas e as meias;
  10. Voto não é mercadoria;
  11. Não seja parceiro da corrupção;
  12. Andando de lancha;
  13. A espera de um candidato;
  14. Receitas A4;
  15. Fundo de quintal;
  16. Mazela eleitoral;
  17. Tucanada raivosa;
  18. Malditas picuinhas;
  19. Ladinos;
  20. No Alto do Cariri;
  21. O vilão;
  22. Utopia e covardia;
  23. Lamentações sem Jeremias;
  24. Cãomício;
  25. Deseducação Política
  26. O menos pior ou quem dar mais
  27. Dualismo;
  28. Dualismo entre as vassouras;
  29. Irmã da covardia;
  30. As redes sociais e o fazer político;
  31. Harmônicos entre si;
  32. A presença.;
  33. A merenda que não estar nas escolas;
  34. Isso é um sonho;
  35. A Lei da Ficha Limpa, os laranjas e os cognatas;
  36. Este ano é mais um ano eleitoral;
  37. Papagaios midiáticos;
  38. O poder que elege;
  39. Decadentes;
  40. Para professor? Não tem dinheiro;
  41. É em casa que se aprende a barganhar;
  42. A historinha é essa; 
  43. Professores e educadores; 
  44. Língua Solta;
  45. Maria não vai com as outras; 
  46. Sabujos Rabujos; 
  47. Ele se acha; 
  48. Existem dois tipos de corrupção; 
  49. Molhando a mão; 
  50. Laço do passarinheiro; 
  51. Mil blocos logo no início;  
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