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Em que classe de autor você se enquadra?

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Também se pode dizer que há três tipos de autores: em primeiro lugar, aqueles que escrevem sem pensar. Escrevem a partir da memória, de reminiscências, ou diretamente a partir de livros alheios. Essa classe é a mais numerosa. Em segundo lugar, há os que pensam enquanto escrevem. Eles pensam justamente para escrever. São bastante numerosos. Em terceiro lugar, há os que pensaram antes de se pôr a escrever. Escrevem apenas porque pensaram. São raros. . SCHONPENHAUER, Artur. A Arte de Escrever. Porto Alegre: L&PM, 2009. p. 57

Projeto Arte da Palavra

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Oscar Nakasato e Ron Perlim Estive na Uneal (Universadidade Estadual de Alagoas), em Arapiraca. Participei do projeto Arte da Palavra – Rede Sesc de Leituras, Circuito de Autores com  Oscar Nakasato (PR) e Manto Costa (RJ) para uma roda de conversas. Oscar Nakasato trouxe o tema da imigração japonesa em seu livro Nihonjin , premiado pelo Jabuti de 2012. Manto Costa em seu livro de contos Circo de Pulgas, vencedor do Edital da Biblioteca Nacional, trouxe a questão do negro na literatura e a sua invisibilidade. No decorrer da palestra muitas indagações foram feitas, os temas se entrelaçaram por alguns instantes, predominando o papel do negro na sociedade, as várias formas de preconceitos os quais estão submetidos. Manto Costa e Ron Perlim A cultura japonesa, representada por Nakasato ficou de lado, não por preconceito; mas pela intensidade e a presença do debate que a questão afrodescendente suscitou.

Nunca deixer de ler

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Gabriel Perissé  e a cura da Literatura para tudo. Uma belíssima reflexão que você poderá assiste no vídeo que segue. Arrume um tempinho para ele. Aprender, como se diz, nunca é tarde.

Como é feito um livro

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Mirna Pinsky , neste vídeo, faz a seguinte pergunta: onde começa um livro?  Para saber qual é a resposta que ela tem para nos dar, assista ao vídeo. Você terá uma clareza maior de como se produz um livro nos nossos tempos e como eles surgiram. A narração de Mirna não é qualquer uma, pois, as ilustrações nela inseridas enriquecem e dar vida a história desse amigo inseparável de muitos, mas que deveriam ser de todos.

Descortinado Luar

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Jane Guimarães Exuberante luar de mistérios, encanto prateado, rainha da noite. Senhora dos sonhos descortinados germina poesia. Lua desnuda reflete a beleza, fulgurante brilho celestial incandescente. Ressoam eternos murmúrios dos amantes. Vale teu sono a noite inteira e retorno de um amanhecer.

O autor fala de sua obra: A menina das queimadas

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Como nasceu A menina das queimadas ?  O livro A menina das queimadas nasceu das memórias de dona Zélia, minha sogra, recolhidas das muitas conversas que tive com ela. Apesar dos 80 anos, ela contava com extrema lucidez coisas da sua infância, adolescência e juventude. De tanto ouvir ela falar das coisas que marcaram a sua vida, resolvi recriar parte de suas memórias literariamente para elas sejam úteis para aqueles que abrem a cabeça e o coração. As histórias contadas no livro A menina das queimadas se passavam durante os anos 30 a 50. A época é distinta dos dias atuais, mas as histórias servem de reflexão para aqueles que queiram pousar nelas. Do que falam essas histórias?  As histórias falam do sistema precário de educação, de brincadeiras, sofrimento, do amor, desgraça, crenças, costumes, trabalho infantil e as dificuldades, os tabus que eram impostos na época. Elas não têm somente valor pessoal, mas sociológico e antropológico por se tratar de um retalho do paí

A traíra grande

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Antônio FJ Saracura Era dia de pescaria na lagoa Saracura, da Terra Vermelha. As águas, finalmente, abaixaram, depois de três invernos fortes, chegando ao nível certo para uma pescaria de mão. A Saracura tinha suas águas cobertas de junco e por uma floresta de pés de cortiça. Qualquer pescaria dava muito trabalho, pois demandava a limpeza de trechos, sob pena de ninguém encontrar peixe nenhum, escondido nas raízes, troncos e ramagens, na água lamacenta. Mas numa situação como essa, de longa espera, com a perspectiva de muito peixe, sempre havia gente disposta a fazer a limpeza. Se bem que, nas pescarias, apenas a família tinha acesso à lagoa. Se fosse aberta, apareceria até gente das Candeias, da Onça e do Gado Bravo, povoados que nem eram mais de Itabaiana. Os filhos do diabo ruivo, tio Ulisses, e de tia Iaiazinha, que morrera de parto há bem pouco tempo, ficaram a manhã inteira dentro da água, arrancando trechos de junco, matas de cortiça, preparando as cacimbas para a pes