12 de set de 2010

Mazela eleitoral

Muita gente acha que as leis existentes deveriam ser mais rigorosas, pois, acreditam que esse rigor resolveria o problema da impunidade neste país. E reclamam delas e dos políticos. 

Acham que a Justiça Eleitoral deveria proibir o uso de dinheiro em campanhas, pois, ela sabe que esse dinheiro se destina a mercantilização do voto; que o dinheiro deveria ser usado simplesmente para manter um banco de dados contendo informações pessoais e jurídicas da vida de todos os candidatos envolvidos em um processo eleitoral para que os eleitores pudessem escolher pesquisando a vida pregressa de cada um deles.

Entendo que essa olhadela no sistema político reflete que: falta filosofia, faltam reflexões, falta senso crítico. Mesmo que fosse proibido o uso de dinheiro em campanhas, ele não faltaria no bolso dos candidatos, pois, há quem os financie; melhor dizendo: comprem favores pessoais, agiotem e isso ocorre há anos. O problema das eleições deste país não são as calúnias, as baixarias, as fraudes, os sigilos quebrados, a pistolagem, as Leis, a "harmonia" de alguns seguimentos do Judiciário. O problema das eleições neste país esta na cabeça dos eleitores.

Enquanto a mudança não começar por ela não há mudanças no sistema. Ele sempre será perverso, irresponsável, amoral, opressor e vil. Por isso muitos já perderam a esperança. Sem forças para lutar, prostituem-se com o sistema e tentam impor que a prática da corrupção faz parte da cultura do brasileiro. Entendem que a barganha é uma prática normal, amigável e social.

A mudança não tem acontecido porque o povo não compreendeu o que o voto é. A maioria entende que essa palavra não tem nenhum valor, por isso, apegam-se a vantagens imediatas e medíocres. Isso ocorre porque nos fizeram acreditar nisso há muito tempo. Isso não é de hoje.

E o pior dessa triste verdade é que o povo simples é vítima dessa mazela eleitoral, apesar de alguns não compreenderem isso. Enquanto houver forças nos dígitos, eu levantarei um estandarte para o povo por um motivo simples: muita gente dita "culta" e que possuem anéis universitários vivem de barganha, sendo os mais beneficiados.

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