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O que podemos seguir aprendendo com os quilombolas e povos tradicionais?

Trecho extraído da entrevista de Itamar Vieira Junior concedida a Ana Cláudia Peres para a revista RADIS. Itamar Vieira Dantas é autor do consagrado Arado Torto. "Há muito tempo, li uma entrevista do meu amigo Ailton Krenak [líder indígena, ambientalista e escritor] — que é uma pessoa que admiro muito, um dos grandes pensadores contemporâneos desse país. Um repórter português perguntou: “O que a gente pode aprender com os povos originários?” E aí o Ailton disse: “Nós temos 500 anos de luta contra o impossível, contra aquilo que nos corrói, que nos destrói, e ainda assim estamos íntegros. A gente atravessou esse tempo com muita resiliência, com muita força e com muita vontade de lutar”. E eu acho que o que a gente pode aprender com os povos tradicionais é justamente essa relação mais harmônica com o ambiente, essa resiliência de viver com menos, de não ter gana pelo consumo desenfreado, de ter uma relação mais consciente com o ambiente e com o seu entorno, com recursos naturais. A

Bate-papo com Reninson Félix

RonPerlim e Reninson Bate-papo entre o escritor Ron Perlim e o secretário de Cultura, Esporte e Juventude do município de Propriá, Sergipe, Reninson Félix. Esse bate-papo aconteceu nesta secretaria em março de 2021. O tema em discussão foi sobre o livro e a importância do vendedor. Dentro desse contexto, Ron Perlim trouxe o autor independente como aquele que financia seu próprio livro e o vende. Assistam a esse bate-papo:  

Vossa Mercê

  As mercês eram privilégios que o rei dava a seus súditos como forma de remunerá-los pelos seus serviços. Essas benesses podiam ser terras, em forma de sesmarias, cargos na administração local, postos militares, hábitos nas ordens militares, entre outros. De modo geral, esses títulos dotavam os vassalos de status político e social de suas localidades. MARQUES, Dimas Bezerra et. al. História da escravidão em Alagoas: diálogos contemporâneos. Maceió: Edufal, Imprensa Oficial Graciliano Ramos, 2017. p.18.

Memórias de Um Menino Propriaense

Ron Perlim e Amorim. Ano de 2021. Estive no lançamento do livro  Um Batim nas Memórias de Um Menino Propriaense , do professor José Alberto Amorim. O evento aconteceu no dia 19 de fevereiro de 2021 no 12 Tênis Clube, Propriá, SE. Para mim foi uma satisfação não só de participar do acontecido, mas fazer parte deste livro. Isso vocês podem verificar lendo o texto que escrevi para ele logo abaixo: “Ao folhearmos este livro, ou até dizer, navegarmos por ele; encontraremos fatos e acontecimentos vividos pelo autor em períodos alternados de sua vida. Há em suas páginas coisas de menino, como as peladas, os banhos em nosso adorado Chico e outras brincadeiras. O livro, também, narra coisas da adolescência e as travessuras próprias dessa fase da vida. Nela, as paqueras não ficariam de fora e como elas são equidistantes dos dias atuais. Mas a narração não para por aí: há fatos históricos contados sem jargões ou clichês próprios da disciplina. Como, por exemplo, o Golpe de 64;

Pequeno grande livro

 Por Antônio FJ Saracura, 06 de abril de 2013, revisto em novembro de 2020. (...) Laura é um pequeno grande livro. Diz-se infanto-juvenil mas serviu para mim, um setentão quase, de grande aprendizado. Não sei quais os ingredientes essências para que um livro caia no gosto infanto-juvenil. Talvez esses que Ronaldo utilizou sejam alguns, pois me senti muito mais novo lendo o seu livro. Dona Laura, ao estilo tradicional do povo simples, conta ao sobrinho, histórias. Casos clássicos que o povo assumiu, ou situações da comunidade. Sempre fechando com lições de vida engrandecedoras. E entra o nosso folclore rico para ajudar, com o lobisomem, o fogo corredor, a cobra mamadeira, o caipora, o rasga-mortalha, o casamento da raposa, a mulher do padre... Botijas, visagens, assombrações (daquelas que divertem mais do que assustam)... Etc, etc, etc. Há diálogos singelos entre os moradores da comunidade... Há cenários pintados com mágicas palavras... “Laura” é livro para se adotar

Aquela professora

Morria de dor de ouvido. Pálida, inquieta, não teve alguém que soubesse de alguma erva medicinal ou algum fitoterápico. Sem aguentar as dores, correu para os braços do vereador Abreu. Este, quando a viu, fez cara feia. Mesmo assim teve o prazer em ouvi-la dizer: — Abreu, você pode me levar até a unidade de saúde. Tô apulso! Ele, raivoso, olhou para a cara dela. O não chegou até a ponta da língua, recolhendo-se assim que pensou na quantidade de votos da família de Sandra.  A possibilidade de ela ficar lhe devendo favor era muito grande e um motivo para passar na cara, caso precisasse. Abreu foi ao quarto, vestiu uma camisa, balbuciou alguma coisa para a mulher, que não estava de cara boa, e trouxe a professora para a cidade. Ao chegar, deixou-a para ser atendida e saiu insatisfeito. Poderia estar com a sua caçula nesse momento, pensou. Na rua, encontrou com uma conhecida e lhe disse: — Você acredita que eu tive que sair de casa para trazer a professora Sandra para a unidade de

Papo Cultural com Eleniwton Farias

O Papo Cultural , mantido por Eleniwton Farias, proprianse, Graduando de Teatro-Licenciatura, UFS (Universidade Federal de Sergipe) em uma live no dia 26 de dezembro de 2020 recebeu o escritor Ron Perlim . Confiram a íntegra desse bate-papo interessante sobre vários aspectos da Literatura Nordestina, alagoana e sergipana.