22 de out. de 2019

Velas Náufragas

Diego Mendes Sousa
A obra "Velas náufragas" (Editora Penalux, 2019) de Diego Mendes Sousa é um epilírico dividida em duas partes: "Alma litorânea" e "Coração costeiro". Herdeira da "Mensagem" do poeta português Fernando Pessoa, "Velas náufragas" é uma arrebatada devoção ao mar e à natureza. A poesia de Diego Mendes Sousa é
vertical e instaura as palavras com a força do sentimento, que guarda também a memória e a infância. O poeta piauiense canta a terra natal, Parnaíba, santuário do Delta do Rio Parnaíba, e inventa um universo paralelo chamado Altaíba, com "seres aladinos", como quer a magia e o testamento desse notável poeta. Extremamente simbólica e barroca, apesar de os versos serem livres, brancos e em desordem aparente, a poesia crescida na visão peculiar de Diego Mendes Sousa ressucita a metáfora do tempo e a profusão dos sonhos, pois os seus versos são doídos e são anímicos. São também sonoros e imagéticos. Poesia cuja grandeza está na universalidade de ser telúrica e espantosamente inovadora. Os cantos e as líricas de "Velas náufragas" tomam, de imediato, o seu leitor de assalto, porque a sua linguagem é de raiz, provocante, bela e inusitada; pura invenção interior e espelho de uma alma que "possui terra dentro", como ressalta o Imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), Carlos Nejar, na leitura de contracapa do livro "Velas náufragas".

Deguste devargazinho este poema do Diego como se estive às margens do algum rio ou n'alguma praia:

Ser Dor Mar
Cosmonave de um coração costeiro
que navega na preamar da dor
na maré do amor
no mar do ser
meu alterego
a dor-mar
a domar
os sargaços
de um sal salgado
de um sol solstício
de uma lua lunática
que passa na alma
de enseada
Meu coração aberto
nas praias do sonho
litoral de aberturas
ao mundo

SOUSA, Diego Mendes. "Ser dor mar". In:_____. "Opus II: Coração Costeiro". In:_____. Velas náufragas. Guaratinguetá, SP.: Penalux, 2019.

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28 de set. de 2019

V Bienal do Livro de Itabaiana

Família MarRon com Saracura
A família MarRon esteve na V Bienal do Livro de Itabaiana/SE no dia 15 de setembro de 2019. Estivemos com nosso amigo Saracura e o seu Pássaros do Entardecer. Romance que tive a honra de ler antes da publicação e opinar sobre ele. Uma gostosa leitura sobre os migrantes itabaianenses como descrita na sobrecapa do livro:
"Esta é a história aventurosa de um navegador pelos céus de Itabaiana, do Brás, de Rancharia e até do Paraguai... em busca de uma árvore onde pousar  (uma noite ou a vida inteira); a busca incessante de um canto onde tremule a ilusão de uma vida melhor. É uma epopeia narrada em versos pelo poeta Omerin, cordelista, de quem você ainda ouvirá falar, e em prosa, ditada pelo próprio navegador a um copista de Itabaiana que tem a mania de maquiar oitivas com palavras e sentenças de duvidoso gosto. Omerin que o diga!".
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21 de set. de 2019

O São João do Nordeste

 
Por Cleno Vieira
No São João do Nordeste 
tem de tudo até de mais
temos milho, munguzá e canjica 
para só de milho o povo saborear. 

Temos o famoso quentão
que é servido de coração 
pro cabra ficar animadão.

A veneração aos santos
Antônio, João e Pedro,
são pra lá de especiais 
mais o que abrilhanta a festa 
são as quadrilhas nos arraiás.

Nesse mês junino 
temos o santo casamenteiro
de Propriá ele é nosso 
padroeiro, pra não haver            
desespero, rogue a
Antônio um amor verdadeiro.

Logo em seguida 
vem o menino São João 
com o cordeiro na mão é exaltado,
mas tudo fica animado 
quando os fogos são queimados.

Pra não deixar queimar
o Nordeste, vem São Pedro 
alegrando o sertão 
e com a linda chuva 
alegra-nos o coração.

Pra terminar o mês junino 
é celebrado São Paulo 
que por poucos é venerado
mas pense em um santo arretado.

Pra mode não demorar 
eu já vou terminar, 
dizendo que o São João 
é cultura e tradição,
que no Nordeste 
é bem cultuado,
se depender de mim 
seu moço o São João 
será sempre lembrado.
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14 de set. de 2019

É em casa que se aprende a barganhar


“O candidato foi à casa do meu avô. Meu avô pediu certa quantia em dinheiro. Ele disse que voltaria, mas meu avô esperou, esperou, esperou e ele não apareceu. O outro candidato foi conversar com meu avô, pediu um prazo para arrumar o dinheiro. Ele arrumou o dinheiro e todo mundo lá em casa vai votar nele. Ele é quem vai ganhar a eleição”.

A citação acima mencionada compõe uma minúscula parte de um gigante texto do fazer político deste país. Nela, nota-se três gerações: a do avô, a dos pais da criança e a da própria criança que fala naturalmente da prática do comércio eleitoral com entusiasmo, torcendo pelo candidato que “(...) arrumou o dinheiro (...)”.

Faz algum tempo que escrevo a respeito desse comércio e sempre procuro descrevê-lo com base em experiências. Não quero nelas fazer simples descrições, mas propor reflexões. O eleitor brasileiro tornou-se dualista e objeto de disputas ferrenhas de políticos profissionais.

A fala acima deixa explícito a prática da corrupção passada de geração para geração, tornando-se uma oportunidade para o benefício pessoal. E não pense ninguém que a fala daquela criança está entrelaçada com a pobreza, com a fome. Engana-se quem assim pensa, quem produz charges e vídeos com tais características, pois, a individualização do voto não escolhe a cor, a classe, o poder aquisitivo.

As palavras da pré-púbere são límpidas e cândidas, pois, ao encher a boca com entusiasmo não compreende que essa prática tão comum (confundida como elemento cultural) afetará toda a estrutura organizacional da sociedade da qual faz parte, pois, eleitor que negocia o voto não só descaracteriza o poder que emana do povo, mas macula toda uma sociedade que padecerá com atos ilegais praticados pelo Legislativo e Executivo.

A pré-púbere, filha de uma professora, segue sua fala sem dar aparte a ninguém, dizendo: “O candidato foi a casa de minha mãe. Ela disse que só votaria nele se ele desse um emprego pra ela (ela é servidora pública) porque ele tinha prometido na eleição passada, ganhou e não cumpriu com a palavra”.

PERLIM, Ron. Viu o home? Rio de Janeiro: Letras & Versos, 2015.
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7 de set. de 2019

As opiniões do jornais são as suas opiniões?


As opiniões dele são as opiniões dos jornais (grifo meu). Como, porém, essas opiniões variam, padre Silvestre, impossibilitado de admitir coisas contraditórias, lê apenas as folhas da oposição. Acredita nelas. Mas experimenta às vezes dúvidas. Elas juram que os homens do governo são malandros, e ele conhece alguns respeitáveis. Isso prejudica as convicções que a letra impressa lhe dá. Necessitando acomodar as suas observações com as afirmações alheias, acha que os políticos, individualmente, são criaturas como as outras, mas em conjunto são uns malfeitores.


RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 2008. p.150.
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4 de set. de 2019

Pai

1Por Cleberton Santos
Feira de Santana, 04 de setembro de 2018.

Meu pai,
Vamos lavar as pedras,
Sim, vamos lavar as pedras,
Para retirar as impurezas da alma,
As impurezas da pedra,
As impurezas do nosso corpo,
As impurezas da morte,
Vamos meu pai,
Lavaremos as pedras que ainda sobram em nossos caminhos,
Lavaremos as pedras banhadas de sol,
Lavaremos as pedras com todas as nossas lágrimas.

Meu pai, 
Vamos lavar as pedras da solidão,
E descansaremos em paz nas terras do perdão. 

1 Cleberton Santos (14/05/1979, Propriá/SE). Poeta e professor do IFBA campus Santo Amaro. Mestre em Literatura e Diversidade Cultural pela UEFS. Publicou os livros “Ópera urbana” (2000), “Lucidez silenciosa” ( 2005) “Cantares de roda” (2011), “Aromas de fêmea” (2013), "Estante Viva” (2013 ) e "Travessia de abismos" (2015). Vencedor do Prêmio Escritor Universitário Alceu Amoroso Lima da Academia Brasileira de Letras (2002). Apresenta o podcast “Aperitivo Poético” na Rádio Globo. Edita o blog http://clebertonsantos.blogspot.com.br

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29 de ago. de 2019

Finalmente deixaste o debruço

Da janela, você olha a relva brilhar na praça. Sem se cansar, observa as flores do pé-de-matafome tremularem. Mas se surpreende quando um beija-flor vai em cada flor do hibisco. Elas, avermelhadas e sorridentes, recebem com alegria aqueles beijos. Beijos que serão levados para outras bandas. E para completar, a claridade da luz ilumina tudo, até o jardineiro lá na ponta da praça. Ainda na janela, pés vêm, mãos vão e você continua inerte. Saber o que se passa contigo é impossível. Coélet já disse faz muito que "(...) há tempo para todo propósito debaixo do céu". Parece que entendeste o que ele quis dizer. Finalmente deixaste o debruço.

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17 de ago. de 2019

O Choro Do Velho Chico, o pai do sertão

Por CLENO VIEIRA
O Velho Chico Agora Chora
Pois Sua Felicidade Foi Embora
E Ninguém Sabe Quando Ela Voltará. 

Da Serra Da Canastra 
A Foz Do São Francisco
Esse Rio Sai Pedindo
Consolo E Oração.

Fique Você Sabendo
Que Nós Somos Os Culpados
Desse Choro Calado
Do Velho Chico Arrasado.

Fico Até Imaginando
O Que Será Do Sertão
Sem Esse Grande Irmão
Que Deu Sua Vida Ao Sertão.

Hoje Ele Chega Lá No Ceará
Mas É Lá Na Foz
Que Eu Vejo Água Faltar.

E Agora Esse Choro 
Está Acabando 
Porque Nós Abandonamos
O Velho Chico Pai Do Sertão.

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4 de ago. de 2019

Tristesse

Noite de lançamento do livro Propriaenses: Alegrias e Tristesse de Ana Lucia Campos. O evento aconteceu no dia 02 de julho de 2019 na Pça. Fausto Cardoso na cidade de Propria/SE em torno do Coreto.

Estiveram presentes a Academia Propriaense de Letras, os membros do Centro de Cultura de Propria, o presidente da Câmara, o secretário de educação daquela cidade e tantos outros.
 
A palavra Tristesse (Tristeza) me chamou a atenção quando pus os olhos no título e despertou a minha curiosidade e fui a procura para saber qual o significado dela e para minha surpresa, me deparei com estas informações que se encontram na Wikipédia:  


Estudo Opus 10, nº. 3 em mi maior, apelidada de "Tristesse" ("Tristeza"), é um estudo para piano solo, composto por Frédéric Chopin em 1832. Foi primeiramente publicado em 1833 na França,[1] Alemanha[2] e Inglaterra[3] como a terceira peça de seus Estudos Opus 10. A respeito deste vagaroso estudo cantabile de caráter polifônico e legato, o próprio Chopin acreditava ser o de mais bela melodia que já havia criado. A peça se tornou famosa por entre inúmeros arranjos populares. Tanto "Tristesse" quanto "Farewell" (Adeus) são nomes dados à obra por Chopin.




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13 de jul. de 2019

As redes sociais e o fazer político

Texto publicado originalmente no blogue O Eleitoral em fevereiro de 2012, revisto e atualizado. 


Parte da sociedade se mobiliza através das redes sociais para tentar combater a corrupção, angariando assinaturas de adesão a esses tipos de movimentos. Alegam que não encabeçam nenhuma sigla partidária, dão sugestões de projetos de Lei de iniciativa popular. Essas iniciativas são nobres, merecem apoio e respeito; mas uma reflexão mais apurada.

A Constituição Federal, no parágrafo único do seu primeiro artigo, diz que “todo poder emana do povo (...)”. O poder, a que se refere o constituinte é o de eleger e ser eleito por meio de eleições diretas ou indiretas. Acontece que esse poder, outorgado ao povo, estar corrompido pelo comércio eleitoral (ver livro Viu o home?).

Sendo assim, vereadores, deputados, senadores, prefeitos, governadores, presidentes não recebem o diploma de posse porque eles querem ou porque possua algum privilégio, alguma proposta de governo; mas porque negociam o voto em todos os entes da federação.

Eles entenderam que é mais fácil negociar o voto por meio dos atravessadores políticos porque ficam livres das exigências da sociedade. E essa prática não é de nossos dias. Ela nos antecede. É um vício que somente a educação poderá livrar seus dependentes. Por isso insisto: enxergar o problema da corrupção somente de cima é se apropriar de um discurso pronto, escrito para as matérias de jornais.

As propostas desses movimentos deveriam ser contra a raiz dos males, ou seja, a corrupção passiva que acontece país a fora porque é por meio dela que gente com vida pregressa maculada tem se apropriado do poder que não emana do povo, mas do comércio eleitoral para legislar em causa própria, abrindo a porteira para que muita gente má intencionada se eleja.

Fica aí a minha dica para o combate a corrupção e a renovação política: não é o tronco e a copa de uma má árvore que devem ser cortados, mas a raiz para que novas árvores sejam plantadas e deem bons frutos. O resto é modismo.  

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10 de jul. de 2019

Coreto - Audiência Pública

Arlen Silva Brito e Ron Perlim
Entrega de uma cópia do meu pronunciamento no fórum estadual solicitada por Arlen Silva Brito, promotor de justiça da Comarca de Porto Real do Colégio, Alagoas que proferi no dia 09 de julho de 2019 no Centro Administrativo em decorrência do fatídico dia 04 do mesmo mês e ano onde parte do Coreto que se encontra na praça Rosita de Góes Monteiro foi demolida. 
Eis a íntegra do meu pronunciamento:


Audiência Pública
Porto Real do Colégio, 09 de julho de 2019. Centro Administrativo (Antigo Grande Hotel)

Boa tarde!


Início a minha fala dizendo que não sou oposição, nem situação. Me apresento como escritor, membro do Ceculc (Centro de Cultura Colegiense) e pesquisador da História de Porto Real do Colégio, assim como Adriano, que é professor de História e também pesquisador.

Desde que surgiu o burburinho de que o coreto seria removido da Pça. Rosita de Góes Monteiro, a indignação se apoderou de parte da sociedade colegiense. E quando a notícia se espalhou, o sentimento de rejeição foi unânime contra tal façanha. Esse ato impensado da administração e desprezo pelo patrimônio histórico e cultural do município resultou no dia 04 de julho de 2019 com a destruição de parte do coreto. Esse triste episódio certamente estará nos livros de História de Porto Real do Colégio.

Para a destruição do coreto, a administração usou como fundamento a reclamação de alguns moradores daquela localidade. Segundo essas pessoas, o coreto estava sendo usado por usuários de droga, servindo de ponto de prostituição e sanitário. Ora, deveriam essas pessoas reivindicarem do prefeito, primeiro: a restauração do coreto; segundo: a presença da guarda municipal para evitar que esses usuários usassem de forma indevida o patrimônio público; terceiro: que o município, por meio da Secretaria de Cultura (se é que ela existe) desse uma função social ao imóvel e, não, de forma alguma, pedir ao prefeito para que destruísse o coreto. Uma atitude impensada dessas pessoas, uma atitude impensada do prefeito e de sua equipe que não parou para refletir sobre esta situação. E, por fim, não há justificativa para destruir um bem público de valor histórico e cultural baseado em reclamações de pessoas que desconhecem a importância do coreto que, inclusive, serve de atividade para os professores e profissão de fé para os católicos. Infelizmente essa atitude infeliz da administração gerou esse problema e nós estamos aqui nesse momento para tentarmos, aliás, buscarmos uma solução para isso. Deveria a administração ter formado o Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural, previsto no Art. 152 da Lei Orgânica do Município de Porto Real do Colégio de 1990 para adotar medidas de defesa e valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural do Município.

Coreto
Os coretos são reconhecidos em todo o Brasil como patrimônio histórico e cultural. O de Colégio não é diferente dos demais. Construído no ano de 1949 no governo de Ademário Vieira Dantas, foi palco de muitos fatos políticos, culturais e recreativos que marcaram aquele período. Como disse Vinícius Pereira “1(…) Os coretos exerciam dupla função: recreativa, com apresentações musicais; e políticas, através de discursos e pronunciamentos”.

O coreto de Colégio não é um simples amontoado de tijolos, cimento e tinta. Não é um depósito para usuário de drogas, prostituição e cagões, como se alegou de forma impensada para sua demolição; mas memória. Memória de um povo que nos últimos governos presenciaram seu patrimônio histórico e cultural ser dilapidado pelo abandono e pela apropriação indevida de particulares, políticos e afins como aconteceu com o Dique, parte da Estação Ferroviária, Grande Hotel, a Pedra do meio e outros.

Poderia relacionar muitos fatos que se passaram no coreto, mas escolhi apenas dois para demonstrar como era no passado e como ele é útil no presente. Vejamos:

  • No mandato do ex-prefeito João da Rocha Cruz (1977-1982), Porto Real do Colégio recebeu a passagem do Fogo Simbólico, ficando a pira na parte superior do coreto onde as autoridades municipais e os representantes do Fogo Simbólico acenderam a tocha e em seguida discursaram.
    Arquivo pessoal: Neusa Magalhães.
  • Nos tempos atuais, anualmente, é realizado a paixão de cristo pela juventude católica organizada pelo Grupo da Divina Misericórdia desde o ano de 2010. Não só a parte superior é usada, mas o entorno. 
    Via Sacra
    Dias atuais
É preciso conservar o coreto e restaurá-lo o quanto antes porque é do povo, tem História e memória e porque está protegido pela Lei Orgânica do Município de Porto Real do Colégio.

E esta é a proposta do Ceculc: que o coreto seja um espaço para saraus, encontros, apresentações musicais, atividades religiosas e outras ligadas ao mundo cultural e artístico, como prevê os artigos 153 combinado com o 154 da Lei Orgânica do Município de Porto Real do Colégio.

E, por último, que se mantenha o busto de Ademário Vieira Dantas, inaugurado no ano de 1979 já que esta praça também se encontra em reforma. A Av. Ademário Vieira Dantas foi uma via importante de fluxo de caminhões que transportavam toda a mercadoria vindo das Alagoas, indo para Sergipe através de balsas e de lá para muitas partes do Nordeste. O busto do ex-prefeito é a simbologia daquele período. Ele precisa apenas de restauração. Só isso, nada mais que isso.
SEÇÃO II
DA CULTURA

Art. 152º - O Poder Público Municipal manterá um Conselho de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Paisagístico e Cultural, órgão colegiado com a participação de representantes de entidades da sociedade civil, com a competência de adotar medidas para a defesa e a valorização do patrimônio histórico, artístico e cultural do Município.

Art. 153º - O Poder Público Municipal, promoverá programa de criação e utilização de equipamentos e espaços culturais de formação de público, e de estímulo à produção artística, assegurando ampla participação da comunidade artístico cultural local na gestão e nas decisões dos projetos e das atividades.

Art. 154º - O Poder Público Municipal promoverá a preservação da memória municipal e o apoio à cultura popular, garantindo-lhe o acesso aos recursos necessários para a livre expressão da criatividade do povo.

Art. 155º - O Poder Público Municipal estimulará o desenvolvimento das ciências, das letras e das artes, incentivará a pesquisa e o ensino científico e tecnológico, amparará a cultura e protegerá de modo especial os documentos, as obras e os locais de valor histórico ou artístico os movimentos e as paisagens naturais notáveis.

Art. 156º - Lei Complementar disporá sobre a proteção do patrimônio histórico, artístico, cultural e paisagístico do povo de Porto Real do Colégio, estabelecendo as condições de uso e de desfrute dos bens que o integram, bem como instituindo mecanismos de controle quanto ao tombamento, preservação e à guarda.

Art. 157º - Observado o que dispuser a Legislação Federal e Estadual, serão punidos todos os danos e ameaças ao patrimônio cultural da comunidade.

    Ronaldo Pereira de Lima
    Escritor e membro do Ceculc
1PEREIRA, Vinícius. Coreto: Origem, Apogeu e Decadência. https://www.entreriosjornal.com.br/coluna-coretos-origem-apogeu-e-decadencia-970. Acesso em 05 de julho de 2019,
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