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Mostrando postagens com o rótulo Jovem Autor

Quando um rascunho vira literatura

 Por Simone Magno em Pequena Morte .   Pergunto a uma poeta que acaba de lançar seu segundo livro o quanto ela escreve por mês. “Geralmente um poema. Às vezes, nenhum”, me responde. Fico refletindo sobre a necessidade de cada escritor na hora de colocar no papel o que lhe vem à cabeça. Porque as ideias vêm e vão a todo tempo, basta respirar. Uma frase surge do nada, uma imagem que encadeia toda uma história, uma lembrança que insiste em voltar. Mas não basta separar o joio do trigo; é preciso saber o melhor momento de colocar no papel e perceber quando de fato o que não passa de palavras rabiscadas ao vento se transforma em literatura. Quando isso acontece? Quando os versos se juntam e passam a se denominar um poema? Quando um texto ganha voz e passa a ser uma narrativa literária? Antes do editor, a palavra é do autor, que tem o poder de definir sua matéria prima. Alguns escrevem e não mexem mais – acreditam que se veio assim, está pronto. Outros terminam um romance

A arte de ler

  Por Braulio Tavares A primeira metade do trabalho do escritor é a leitura. Ninguém é escritor sem ler. É um vestíbulo que todo escritor tem de atravessar. Digo essa obviedade gigantesca porque toda hora estou conversando com pessoas que querem ser escritores mas dizem que “não tem tempo para ler”, ou então folheia nas livrarias coisas escritas por pessoas que, na melhor das hipóteses, leem livros de receitas, guias de viagem e colunas sociais. Ler variadamente. Escrever literatura exige que se leia muita literatura, não somente no sentido de grande quantidade. Romances, crônicas, poesias: se você lê com frequência e prazer todos estes gêneros, são maiores as chances de que consiga escrever bem cada um deles. (...) Revista Língua Portuguesa. Ano 9. Nº 102. Abril de 2014. pp. 32-33.

Como evitar a escrita didática e estereotipada?

Por Stella Maris Rezende Nenhum texto é inocente e livre de ideologia, mas o escritor precisa privilegiar o trabalho com a palavra, o modo de contar. A literatura pode humanizar as pessoas e fazê-las pensar, questionar, sonhar, imaginar, ter mais criatividade, sentir incômodo, ver que a vida é trágica, ficar mais consciente, não se conformar com a realidade e reinventar o mundo (Grifo meu). Isso não se consegue com textos cheios de estereótipos, lições de moral, didatismo e comportamentos politicamente corretos. É preciso que o texto tenha vozes, lacunas e vazios para o leitor preencher. O leitor é coautor. É ele quem vai terminar a história ou o poema, a partir das tragédias e alegrias da sua vida. Surpreender o leitor, romper suas expectativas, revolucionar um pouco a sua vida, tudo isso é arte literária. As armadilhas moram na linguagem pobre (a simplicidade é uma arte, mas a pobreza não!), no lugar-comum e na intenção clara de agradar, seguindo modismos. REZENDE, St

Nenhum artista domina sua arte

José Castello, escritor. Por José Casttelo . "Nenhum artista domina sua arte. Há a frase infernal de Clarice Lispecto, que não cessa de assombrar os escritores: 'Não sou eu que escrevo meus livros, são eles que me escrevem'. Um escritor pode dominar uma língua, pode dominar técnicas de narrativa, pode dominar conhecimento literário. Nada disso garante que ele seja um escritor. O escritor que espera dominar sua arte está condenado . A quê? A ser tudo, menos um escritor. Consola-se com um ideal inatingível, mas tudo o que escrever estará aquém desse ideal. Cria, na verdade, uma mordaça para si mesmo. Corre o risco de, um dia, desistir de escrever. De matar o escritor que carrega dentro de si". QUIROGA, Horácio. Decálogo do perfeito contista. Organizadores: Sérgio Faraco & Vera Moreira. Comentarios Aldyr Garcia Sclee et al. Porto Alegre, RS: L&PM, 2009. p. 30.

Ficção em tópicos

O Ficção em Tópicos é um site destinado para autores jovens e para aqueles que também escrevem, mas que ainda não se ateve a importância das técnicas que são úteis para quem lida com a palavra. Ele é mantido por Diego Schutt que é publicitário, escritor e especialista em storytelling e criação de universos de ficção. Ao navegar pelo site, você encontrará dicas sobre como iniciar uma história, construir  personagens, estruturas de enredos, cursos e serviços prestados por Diego e muito mais. Há, também, o e-book Palavras de Mestre disponível para download. O livro reúne conselhos, dicas de escritores consagrados como Lia Luft, Eliana Brum etc. Vale a pena fazer uma visita, remar por lá, descobrir novas ideias e sugestões reservados para você que quer adentrar no mundo dos livros e da ficção.

Quando se morre antes de nascer

O escritor nasce antes da leitura, mas sem ela; ele não se torna escritor. A leitura é essencial, nem que seja a do mundo.   Ronperlim Aos que sentem necessidade de externar sentimentos utilizando a escrita como veículo, deve está atento a si, ao mover das coisas do mundo e serem capazes de perceber quais sentimentos, quais coisas devem ser materializadas através da palavra. Muitos chamam isso de inspiração. Outros acham que é um dom ou o “santo” que baixou. Não costumo atribuir à escrita, literária ou não, nenhum atributo espiritual e privilegiado de alguns. A minha experiência diz que a inspiração é a releitura de leituras anteriores e muito trabalho.   A primeira formação do escritor parte de dentro para fora, onde os conhecimentos técnicos para a produção de textos nada adiantará a escrita se o escritor não aguçar a sua sensibilidade. Primeiro aguçasse a sensibilidade, depois, aplica-se as técnicas para que o texto chegue pronto até o leitor. A técnica é útil,

Por que ler contos

Elias José O escritor Mário de Andrade dizia: conto é tudo o que você chamar de conto . Não esclareceu muita coisa, não acha? Vamos falara mais claro: conto é uma narrativa que pode ser contada oralmente ou por escrito. Pode-se dizer que o ser humano já surgiu contando contos. Tudo o que via, descobria ou pensava dava origem a uma história, que ele aumentava ou modificava usando sua imaginação. Antes do surgimento da escrita, os desenhos nas cavernas foram uma maneira de registrar essas histórias. Mas aqui vamos tratar do conto escrito. O conto é mais curto do que a novela e do que o romance. Tem um número reduzido de personagens e conta apenas uma história, que se passa num curto espaço de tempo e em poucos lugares. Essas personagens podem ser pessoas, bichos ou máquinas e elementos da natureza que adquirem vida. Os contos podem ser românticos, de aventura, de terror. Também há os contos psicológicos, que falam mais do interior das personagens, do que elas sentem. Os c

Por que ler novelas

(…). O que é uma novela? Novela narra um episódio fictício, isto é, imaginado, escrito em prosa e não em versos. A novela é diferente do conto e do romance. Ela pode ser curta ou longa, mas sempre conta uma só história e todos os acontecimentos que vão se desenrolando em torno dela. Em geral é movimentada e se prende mais à ação das personagens. O conto é uma narrativa mais curta e enxuta, que mostra mais os sentimentos e as emoções íntimas das personagens e várias histórias que se entrelaçam. Novela em livro tem a ver com novela em televisão? Tem sim, principalmente na maneira de o autor armar e conduzir a história e de criar as personagens. Além disso, nos dois tipos de novela a divisão em capítulo também é feita de maneira muito semelhante. Você já notou que, na televisão, cada capítulo de uma novela acaba no clímax , quer dizer, no ponto que mais despertou a sua curiosidade, deixando você ansioso para saber como continua a história? (…) Ler uma boa novela é

Escritor, tenha paciência!

Márcia Tiburi é escritora, filósofa. Nesta entrevista, ela recomenda duas coisas para quem pretende o mundo da escrita: paciência e humildade. Acesse o vídeo e acresça conhecimento a sua vida.

Sobre 2615-15

Eu não escrevo por hobby. Eu não escrevo para doar livros a parentes, amigos, conhecidos ou seja lá quem for no intuito de receber deles elogios. Eu escrevo para vender, ser lido, ser útil. Escrever é uma atividade árdua. Requer tempo, concentração, conhecimento da língua, do mundo, dos livros e exige técnicas. Além da preparação do conteúdo material. 

Escrever não é um dom – Conclusão

  Procurei, com base nas experiências de outros autores e minhas, demonstrar que a escrita literária ou técnica não é um privilégio de poucos ou que tenha uma ligação divina. Para concluir meu ponto de vista, transcreverei experiências próprias: Antes de participar do prêmio literário Alina Paim , pedi a opinião da professora Dilma Marinho de Carvalho. Ela me aconselhou a melhorar os diálogos, os tempos verbais e sugeriu mudanças em várias partes do livro. Pediu que eu fizesse outra revisão. Disse ela: “Acho que você deve fazer outra revisão, pois há coisas q só o autor pode decidir mudar”. Não retruquei. Enquanto seguia seus conselhos, percebi que no miolo do livro havia um capítulo deslocado. O que fiz? Sem dó ou piedade, eu o exclui com veemência. Continuei minha revisão, apagando parágrafos, escrevendo outros, substituindo palavras até o livro ficar pronto para o envio. O resultado foi a primeira colocação na categoria infanto-juvenil do citado prêmio. O meu recente

Escrever não é um dom - II

[1] Ora, a respeito dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. I Cor. 12.1 Retomando a ideia de que a escrita é um “dom”, cito Paulo em Coríntios para diferenciar dom espiritual e dom da escrita. O dom espiritual, como pode ser observado no capítulo 12 daquela epístola, tem um objetivo espiritual e se manifesta de acordo com os propósitos divinos. O apóstolo lista uma quantidade significante deles e a importância que tem para o ensinamento da palavra, escrita por uma inspiração dos céus. O dom da escrita é a vocação para o manuseio da palavra, a exploração dela pelos sentidos, a manifestação de experiências sensíveis. Mesmo que o indivíduo não sinta dificuldade para externar os seus sentimentos, ser criativo, ele necessita das técnicas. É através delas que a matéria bruta é lapidada, transformada em um texto capaz de seduzir, atrair leitores e deles receber opiniões positivas. Se alguém escreve e a sua escrita não prende a atenção do leitor, aquel

Escrever não é um dom

[1] “E para escrever um texto literário não precisa nascer com o dom (negrito meu) divino, porque o dono do texto já não é mais quem escreve, mas quem o lê. Ninguém nasce sabendo criar textos, músicas, por maior que seja a capacidade e potencial criativos. O futuro escritor para chegar a produzir textos literários, passa a ser aprendiz de escritor, como em todas as profissões (negrito meu) Eu comecei a escrever desde cedo, por volta dos dezoitos anos, em cadernos escolares 15 por 21 e tinha preferência por canetas de bico fino porque elas propiciam uma escrita mais suave. Ao todo, eu tenho sete cadernos, duas agendas e uma caderneta espiral transbordando letras. Ainda mantenho o hábito de andar com papel e caneta para esse fim. Eu tenho textos do início de meus escritos que não servem para concorrer ao mais singelo concurso literário. Querem saber por quê? Porque eles não foram inspiração divina, mas escrito por um pequeno escritor que percebia o mundo e não sabia expressá-lo

Algumas palavras

O primeiro capítulo apresenta Laura , uma amável e simples senhora que contempla as coisas a sua volta, interagindo com elas. Gosta de contemplar o jardim, os bichinhos que nele há, os animais e adora Fernando; seu sobrinho. Cuida-se, pensa e aceita a sua condição de idosa. Quando passeia pela praça, recebe carinho e afeição de vizinhos e conhecidos; A partir do segundo capítulo até o nono, Laura se revela uma exímia contadora de histórias. Por meio de flash-back , incorpora-se a criança, a adolescente e mulher da época. Em suas histórias, os contos folclóricos são contextualizados no ambiente social e familiar. Narra, com clareza, os contos sobre lobisomem, caipora, mula-sem-cabeça e outras muito bem entrelaçadas, prendendo a atenção de Fernando; despertando nele a curiosidade, o gosto pela leitura. No capítulo dez o livro se encerra com a morte de Laura e recomeça com a sua aparição angelical para Fernando, expondo que os contos folclóricos não desaparecem, apenas são rein

Escreva seu livro

O portal Escreva Seu Livro mantido por Laura Bacellar e Sidney Guerra estar de cara nova. Além das inúmeras dicas para jovens escritores, trás algumas novidades como estas: rede social Escreva Seu Livro e a possibilidade de publicar livros através desse portal. A rede social Escreva Seu Livro objetiva a interação entre os jovens escritores para que estes partilhem ideias, discutam os novos rumos da escrita e do mercado editorial; bem como a troca de livros para que uns possam conhecer o trabalho do outro. Esse mesmo portal oferece a produção de livros para jovens autores com todos os serviços necessários e indispensáveis para quem pretende ingressar neste mundo sob a orientação de um dos maiores ícones do mundo editorial, Laura Bacellar. Se alguém pretende ou pensa em publicar um livro, recomendo que primeiro aporte seu barquinho neste portal. Nele, você encontrará as respostas para as suas perguntas.

73 escritos para jovens escritores

  Ademir Pascale é escritor, ativista cultural e crítico de cinema. De 2004 a 2011 entrevistou mais de 180 pessoas, dentre elas: escritores, capistas, roteiristas brasileiros e outros. Mantem o portal Cranik onde todas as entrevistas podem ser lidas na íntegra. Das entrevistas concedidas, Ademir Pascale produziu um e-book contendo  Dicas para jovens escritores. Vale apena baixar o arquivo, ler com calma e reflexão o que dizem os nomes que há muito participa do complexo mundo literário e ouvi-los atentamente, pois, cada um deles tem algo a dizer. Como diz Flávia Muniz:  “Estudem. Leiam. Tomem banho de livraria, de biblioteca, nos sebos. Estejam presentes nos eventos literários, nas feiras internacionais de livros, nos lançamentos, nos cursos, nas palestras das casas culturais espalhadas por aí. Troquem ideias. Conheçam os clássicos. Aprendam com quem já fez muito antes!! Há um universo para rastrear. Tudo já foi escrito, de algum modo.  Não fiquem satisfeitos com o texto que

Revista Literária

O site, Revista Literária , contém conteúdos úteis para quem se inicia na vida literária, especificamente a seção Teoria Literária. Nela, o jovem autor terá a oportunidade de iniciar seus primeiros conceitos conhecendo um resumo histórico do surgimento da Literatura, conhecer seus gêneros, figuras de linguagem, comunicação, contos e outros recursos que se vale o escritor para expor seus sentimentos, emoções por meio da escrita. Além disso, ela oferece concurso literário, dicas para publicação de livros por demanda através do Grupo Editorial Scortecci , biografias de grandes nomes da literatura brasileira e estrangeira, downloads de vários livros em domínio público, um resumo histórico do Prêmio Nobel, curiosidades e muitos mais. Aos que se interessam pela arte da escrita, essa é uma oportunidade de conhecer essa revista e compreender um pouco do mundo das letras.

Concursos literários para escritores

O blog Concursos Literários , mantido pelo escritor Ricardo Domit e outros , possui dicas preciosas para jovens escritores que se embaraçam na maioria das vezes quando pretende enviar seus escritos para os concursos dessa natureza. Na seção Dúvidas e Dicas há informações preciosas que irão orientar aqueles que pretendem participar desse tipo de certame. Nela, você encontrará conceitos sobre pseudônimo, organização dos envelopes para envio das informações pessoais e do material, currículo literário, envio com AR, atraso nos resultados, direitos autorais e publicação, assessoria de imprensa. O blog tem muitas informações úteis. Aproveite e navegue por ele, observe os vários editais e as características peculiares de cada um. Veja em quais deles seu estilo literário se identifica.

Escrever, escrever e escrever

Reescrever: uma dica E screver para mim é uma necessidade, a forma mais simples de eu ser e de estar no mundo. Não quero ser um altívago. Quero na terra estar, pisa nela com os pés do coração, escutar a escrita do outro e viver no intervalo fechado que é a vida. A escrita me reinventa, sustenta-me, abre o meu riso diante da dor e do pranto desigual. Eu preciso escrever e escrever-me nos sulcos da face. Eu quero sumir e aparecer para os momentos mais frios, mais quentes da vida. Se alguma insinuação solta aparecer por aqui, porali; murmurando contra mim com gestos, palavras eu não estarei nem aí porque estarei aí para a escrita. Eu quero apenas com a pena soltar a minha voz. Então, não me liguem. Deixem-me viver solto com o vento, meu irmão, e a morte; companheira da angústia. Escrever, escrever e escrever. Meu refúgio, meu grito urbano sem alento, sem forças.  Não me olhem, me beijem.

Desengavetar

Antes os textos eram datilografados e guardados numa gaveta. Eram os engavetados, lido, relido, apresentado a um amigo que geralmente não opinava e quando opinava dizia: os textos são bons, demonstrando desinteresse súbito ao mudar de assunto. Ficava então os textos e quem os produzia sufocados naquele mundinho. Com o advento da Internet e dos microcomputadores, as páginas físicas foram substituídas pelas virtuais, as máquinas de datilografia pelos teclados e os editores de texto, as gavetas pelas pastas, proporcionando outros recursos para os jovens escritores. Graças a ela os engavetados não ficam à mercê da opinião dos desinteressados, mas podem ser publicados por meio de blogs e sites para que todos possam ler, opinar e partilhar nas redes. Cabe a cada escritor buscar conteúdos originais e criativos para receber visitantes e, quem sabe, ser encontrado por alguma editora que se interesse por sua escrita. Desengavetar é necessário . Recomendo apenas aos que pensam em d