Por Ron Perlim

Dê a seu filho ou filha um livro como se dá um bombom, um brinquedo, a camisa do time preferido, o abraço, o afago. Permita a ele ou a ela o mundo das palavras e do conhecimento.


Amor é o sexo aberto de uma prostituta cínica,

Ou o de uma moralista suando fremindo em voluptuosa lascívia.

Solidão é um porre, um café, um cigarro. Andar só por entre as pessoas pelas ruas e ser só noite avessa noite escura.


Amar, amar os amigos mortos, os parentes mortos,

E todos os que estão distante e a qualquer momento temos esperanças de rever.

Amar a tia do jardim escolar,

Amar aquela professora da 5ª ou 8ª série do colegial que,

Por mais que envelheça, como permanece jovem e eterna na memória.

As velhas mestras do 2º grau, de preferência as de língua portuguesa e literatura,

Tão maternas como o colo de mamãe.


Enfim, cuspir na vida nesta existência medíocre,

Na falsa ética social, neste trágico mundo triste; mundo de merda a cada instante de ira e raio...


Ser conciso e duro

E ter nos olhos a frieza trágica dos metais.


Wellington Liberato dos Santos

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