5 de abr de 2012

Escrever, escrever e escrever


Eu tenho lido muitos autores e deles gostado. Mas escrever para mim é uma necessidade, a forma mais simples de eu ser e de estar no mundo.

Não quero ser um altívago. Quero na terra estar, pisa nela com os pés do coração, escutar a escrita do outro e viver no intervalo fechado que é a vida.

A escrita me reinventa, sustenta-me, abre o meu riso diante da dor e do pranto desigual. Eu preciso escrever e escrever-me nos sulcos da face. Eu quero sumir e aparecer para os momentos mais frios, mais quentes da vida.

Se alguma insinuação solta aparecer por aqui, porali; murmurando contra mim com gestos, palavras eu não estarei nem aí porque estarei aí para a escrita. Eu quero apenas com a pena soltar a minha voz.

Então, não me liguem. Deixem-me viver solto com o vento, meu irmão, e a morte; companheira da angústia.

Escrever, escrever, escrever. Meu refúgio, meu grito urbano sem alento, sem forças. Não me olhem, me beijem.

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