12 de mar de 2012

Claro verbo trágico

Amor é o sexo aberto de uma prostituta cínica,
Ou o de uma moralista suando fremindo em voluptuosa lascívia.
Solidão é um porre, um café, um cigarro. Andar só por entre as pessoas pelas ruas e ser só noite avessa noite escura.

Amar, amar os amigos mortos, os parentes mortos,
E todos os que estão distante e a qualquer momento temos esperanças de rever.
Amar a tia do jardim escolar,
Amar aquela professora da 5ª ou 8ª série do colegial que,
Por mais que envelheça, como permanece jovem e eterna na memória.
As velhas mestras do 2º grau, de preferência as de língua portuguesa e literatura,
Tão maternas como o colo de mamãe.

Enfim, cuspir na vida nesta existência medíocre,
Na falsa ética social, neste trágico mundo triste; mundo de merda a cada instante de ira e raio...

Ser conciso e duro
E ter nos olhos a frieza trágica dos metais.

Wellington Liberato dos Santos

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